Redação | 07 de fevereiro de 2026 - 09h30

Covid-19 lidera mortes por vírus respiratórios no Brasil em janeiro

Levantamento aponta 29 óbitos no mês; baixa cobertura vacinal preocupa autoridades de saúde

ALERTA SANITÁRIO
Covid-19 voltou a liderar mortes por vírus respiratórios no Brasil em janeiro, segundo dados oficiais - (Foto: Fernando Frazão/EBC)

Mesmo com a redução da atenção pública em relação à pandemia, a Covid-19 voltou a ocupar posição de destaque entre as causas de mortes por vírus respiratórios no Brasil. Dados do informativo Vigilância das Síndromes Gripais apontam que ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano em decorrência de complicações causadas pelo Sars-CoV-2.

O número coloca a Covid-19 como o vírus mais letal identificado no período. O total, no entanto, pode ser maior, já que parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em andamento ou não foi atualizada até o fechamento do levantamento.

Nas quatro primeiras semanas do ano, foram registradas 163 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Em 117 desses casos, o principal vírus causador não foi identificado, o que reforça a possibilidade de subnotificação ou atraso na confirmação laboratorial.

Entre os óbitos com identificação do agente infeccioso, a Covid-19 lidera, seguida pela Influenza A H3N2 e pelo rinovírus, ambos com sete mortes, e pela Influenza A não subtipada, com seis. Outros vírus respiratórios, como H1N1, Influenza B e o vírus sincicial respiratório (VSR), somaram cinco mortes no período.

No total, foram registrados 4.587 casos de SRAG em janeiro, incluindo os não letais. Destes, 3.373 ainda não tiveram o vírus causador identificado. O estado de São Paulo concentrou o maior número de mortes confirmadas: 15 óbitos entre 140 casos registrados.

Os dados mostram que os idosos seguem como o grupo mais vulnerável. Das 163 mortes por SRAG, 108 ocorreram em pessoas com mais de 65 anos. Entre os casos confirmados de Covid-19, 19 vítimas estavam nessa faixa etária.

A baixa cobertura vacinal aparece como um fator de preocupação. Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 passou a integrar o calendário básico de imunização para crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas pertencentes a grupos especiais precisam manter reforços periódicos. Ainda assim, cumprir o calendário vacinal segue sendo um desafio no país.

Em 2025, menos de quatro em cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde foram efetivamente aplicadas. Das 21,9 milhões de vacinas enviadas a estados e municípios, apenas cerca de oito milhões chegaram aos braços da população.

Dados da plataforma Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indicam que, em 2025, ao menos 10.410 pessoas desenvolveram quadros graves após infecção pelo coronavírus, com aproximadamente 1,7 mil mortes registradas.