Ricardo Eugenio | 06 de fevereiro de 2026 - 20h09

Em resposta, Coronel David contesta comparação de ações policiais à "pena de morte"

Deputado Coronel David rebate matéria sobre atuação policial, defende legítima defesa e critica exposição de nome de PM envolvido em ocorrência.

DEFESA DA POLÍCIA
Viaturas da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul em patrulhamento, garantindo a segurança pública nas ruas de Campo Grande. - (Foto: Arquivo)

Nesta sexta-feira (06), o deputado estadual Coronel David (PL) criticou duramente a reportagem que comparou ações policiais no Mato Grosso do Sul com a “pena de morte”, tema amplamente debatido na imprensa estadual. Para o parlamentar, a comparação é uma distorção da realidade e um exemplo de manipulação jornalística que pode prejudicar a imagem da Polícia Militar (PM) e colocar em risco a segurança dos policiais.

Coronel David, que já comandou a PM do estado e conhece de perto a rotina das operações policiais, apontou que a comparação feita entre mortes em intervenções policiais e execuções judiciais nos Estados Unidos é imprecisa e enganosamente sensacionalista. Para ele, o uso do termo “pena de morte” no contexto da segurança pública distorce a ação policial, sugerindo que os agentes de segurança estão agindo como juízes de seus próprios casos, o que não é verdade.

“O que existe nos Estados Unidos é um processo judicial que pode levar 25 anos entre condenação e execução da pena, com o criminoso preso durante todo esse período. No Brasil, o policial tem dois segundos e meio para decidir se volta para casa ou se vira estatística”, disse o Coronel, destacando a diferença no contexto e nos procedimentos legais entre os dois países.

A reação do deputado foi desencadeada pela cobertura da morte de um homem suspeito de furtar um comércio em Campo Grande. O policial envolvido no caso foi identificado, assim como sua unidade e até o comércio de sua esposa, algo que Coronel David considerou uma exposição irresponsável, colocando um alvo na vida do PM.

O deputado explicou que, embora o policial estivesse de folga, ele agiu dentro de suas prerrogativas. “Ele se identificou, deu ordem de parada e reagiu a uma ameaça real. Uma chave de fenda mata. Ele reagiu para não morrer”, afirmou Coronel David, defendendo que o militar estava apenas cumprindo seu dever de legítima defesa.

Coronel David também frisou que ataques à polícia enfraquecem o próprio Estado e não apenas a corporação. Para ele, expor os policiais dessa forma é colocar suas vidas em risco, além de comprometer a segurança pública.

O parlamentar finalizou sua fala apontando que cada ocorrência policial tem um impacto humano significativo, com famílias envolvidas e consequências irreversíveis. “Para alguns, isso é apenas estatística. Para mim, é um irmão de farda que pode não voltar para casa”, concluiu Coronel David.