São Paulo confirma nove casos de raiva em morcegos
Registros ocorreram em sete municípios em pouco mais de dois meses
SÃO PAULOO Estado de São Paulo confirmou nove casos de raiva em morcegos desde o início de 2026 até a última quarta-feira (4), conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde, com registros distribuídos por diferentes regiões e monitoramento ativo das ocorrências.
Na capital paulista, foram confirmados dois casos, nos dias 9 de janeiro e 2 de fevereiro. São José do Rio Preto também registrou duas ocorrências, em 8 e 15 de janeiro, assim como Jundiaí, com confirmações em 13 e 22 de janeiro. Já Piracicaba teve um caso confirmado em 15 de janeiro, Cotia em 19 de janeiro e Sorocaba em 21 de janeiro.
Além dos casos já confirmados, a Secretaria Estadual de Saúde informou que há um possível segundo registro de raiva em morcego em Sorocaba, identificado na última terça-feira (3), que ainda aguarda a emissão do laudo laboratorial para confirmação do diagnóstico.
O Instituto Pasteur, referência nacional no estudo, controle e prevenção da raiva animal e de outras encefalites virais, orienta que devem ser encaminhados para diagnóstico os morcegos encontrados em situações consideradas atípicas para a espécie. Entre elas estão animais pousados em horários ou locais incomuns, morcegos voando durante o dia, aqueles que entram em residências ou que tenham mantido contato direto com pessoas ou outros animais.
A orientação à população é de não tentar manusear morcegos ou outros animais silvestres encontrados em áreas urbanas. A recomendação é acionar imediatamente os serviços municipais de saúde, que são responsáveis por adotar as medidas adequadas de vigilância, monitoramento e controle.
Em situações de acidente, como mordidas ou contato direto com o animal, a pessoa deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para avaliação médica e indicação da profilaxia adequada, conforme cada caso.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a raiva é uma doença zoonótica, transmitida após o contato com a saliva de mamíferos infectados, o que aumenta a necessidade de atenção e prevenção em áreas urbanas.