Iury de Oliveira, Rafael Rodrigues e Douglas Vieira | 05 de fevereiro de 2026 - 12h35

'Lula pode crescer no MS com base em entregas', afirma ministro

Boulos cita 40% dos votos no Estado e diz que comparação entre investimentos e fake news deve pesar na próxima eleição

POLÍTICA
Em Campo Grande, Boulos diz que Lula pode crescer no MS apostando na comparação entre investimentos do governo e fake news da oposição. - (Foto: Douglas Vieira)

Durante a passagem por Campo Grande para o programa Governo na Rua, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem espaço para crescer eleitoralmente em Mato Grosso do Sul e que a aposta do governo é na comparação de resultados concretos com o desempenho da gestão anterior.

“O presidente Lula vai crescer aqui no Estado. O Lula já teve 40% aqui no estado do Mato Grosso do Sul. Muita gente diz: ‘ah, é um estado de direita’. Quarenta por cento está perto da metade. De cada 10 eleitores, 4 votaram no Lula aqui no Estado”, disse o ministro, ao falar com a imprensa no CEU das Artes, no Parque do Lageado.

Boulos afirmou que a estratégia do governo é confrontar a circulação de fake news com dados de investimento e entregas. “Basta comparar a realização. O que o governo anterior fez pelo Mato Grosso do Sul, além de ficar num cercadinho gritando e de negar vacina para a população no meio da pandemia, e o que o presidente Lula fez”, provocou. “Vamos pegar área por área. Não tem comparação o investimento que está sendo feito agora pelo governo do Lula com o que foi feito pelo governo anterior.”

Ele reconheceu o peso da desinformação no debate político, mas disse acreditar que o contraste entre discurso e prática tende a influenciar o eleitor. “Por mais que a narrativa e a fake news tenham ganhado um papel na formação da consciência das pessoas, na hora do vamos ver, quando a gente botar para as pessoas quem faz de verdade e quem só fala, quem só conta mentira, eu acho que isso na eleição vai ter um papel importante”, concluiu.