Iury de Oliveira, Rafael Rodrigues e Douglas Vieira | 05 de fevereiro de 2026 - 12h30

'Diferença partidária não impede investimentos no MS', diz Boulos em Campo Grande

Ministro afirma que Lula ampliou recursos para educação e moradia no Estado e defende relação institucional acima das disputas políticas

POLÍTICA
Em entrevista no CEU das Artes, em Campo Grande, Guilherme Boulos afirma que diferenças partidárias não impedem investimentos federais em Mato Grosso do Sul. - (Foto: Douglas Vieira)

Em passagem por Campo Grande para o programa Governo na Rua – Feira da Cidadania, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que as divergências partidárias entre o governo federal e o governo de Mato Grosso do Sul não interferem na chegada de recursos ao Estado. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o respeito federativo e priorizar a população.

“O governador de Mato Grosso do Sul não é do partido do presidente. Você tem uma visão partidária diferente, mas isso não quer dizer que o presidente Lula, porque o governador é de outro partido, prejudicou o povo do Mato Grosso do Sul. Pelo contrário, ampliou os investimentos”, declarou Boulos, em entrevista no CEU das Artes, no Parque do Lageado.

O ministro comparou a atual gestão com o governo anterior e disse que houve queda de recursos no passado recente. “Se você pegar o governo anterior, os investimentos no Brasil e no Mato Grosso do Sul caíram. A educação caiu 18%”, afirmou. Na sequência, citou números que, segundo ele, mostram a mudança de cenário: “Agora, no governo do presidente Lula, só para a educação são mais de 5 bilhões de reais no Mato Grosso do Sul, não só no Pé-de-Meia, mas investimento em reformas de escola, melhorias de escolas, pelo PAC na educação”.

Na área de moradia, Boulos destacou a retomada do Minha Casa Minha Vida no Estado. “São quase 6 mil apartamentos do Minha Casa Minha Vida, apartamentos e casas contratados nesse governo. No governo anterior foi zero. Não teve, não teve nada”, disse. Para ele, os dados mostram que a relação entre União e Estado é guiada por políticas públicas, e não por alinhamento partidário.

Ao comentar a agenda em Campo Grande, que levou serviços do INSS, apoio para acessar a conta Gov.br, orientações da Caixa Econômica Federal e ações sociais à periferia, Boulos reforçou que a diretriz do Planalto é estar presente onde o poder público costuma aparecer apenas em período eleitoral. “O Lula orientou: vamos para as periferias, vamos onde o governo não chega. Só aparece político muitas vezes no tempo da eleição. Na hora de levar as coisas que tem que levar para o povo, muitas vezes não aparece. O Lula pediu para eu fazer isso, nós estamos fazendo”, concluiu.