'Diferença partidária não impede investimentos no MS', diz Boulos em Campo Grande
Ministro afirma que Lula ampliou recursos para educação e moradia no Estado e defende relação institucional acima das disputas políticas
POLÍTICAEm passagem por Campo Grande para o programa Governo na Rua – Feira da Cidadania, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou que as divergências partidárias entre o governo federal e o governo de Mato Grosso do Sul não interferem na chegada de recursos ao Estado. Segundo ele, a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é manter o respeito federativo e priorizar a população.
“O governador de Mato Grosso do Sul não é do partido do presidente. Você tem uma visão partidária diferente, mas isso não quer dizer que o presidente Lula, porque o governador é de outro partido, prejudicou o povo do Mato Grosso do Sul. Pelo contrário, ampliou os investimentos”, declarou Boulos, em entrevista no CEU das Artes, no Parque do Lageado.
O ministro comparou a atual gestão com o governo anterior e disse que houve queda de recursos no passado recente. “Se você pegar o governo anterior, os investimentos no Brasil e no Mato Grosso do Sul caíram. A educação caiu 18%”, afirmou. Na sequência, citou números que, segundo ele, mostram a mudança de cenário: “Agora, no governo do presidente Lula, só para a educação são mais de 5 bilhões de reais no Mato Grosso do Sul, não só no Pé-de-Meia, mas investimento em reformas de escola, melhorias de escolas, pelo PAC na educação”.
Na área de moradia, Boulos destacou a retomada do Minha Casa Minha Vida no Estado. “São quase 6 mil apartamentos do Minha Casa Minha Vida, apartamentos e casas contratados nesse governo. No governo anterior foi zero. Não teve, não teve nada”, disse. Para ele, os dados mostram que a relação entre União e Estado é guiada por políticas públicas, e não por alinhamento partidário.
Ao comentar a agenda em Campo Grande, que levou serviços do INSS, apoio para acessar a conta Gov.br, orientações da Caixa Econômica Federal e ações sociais à periferia, Boulos reforçou que a diretriz do Planalto é estar presente onde o poder público costuma aparecer apenas em período eleitoral. “O Lula orientou: vamos para as periferias, vamos onde o governo não chega. Só aparece político muitas vezes no tempo da eleição. Na hora de levar as coisas que tem que levar para o povo, muitas vezes não aparece. O Lula pediu para eu fazer isso, nós estamos fazendo”, concluiu.