Assomasul define estratégias de atuação para garantir benefícios aos municípios em Brasília
Com foco em pautas urgentes, prefeitos de MS se preparam para influenciar decisões importantes em Brasília antes da Marcha
MARCHA A BRASÍLIAA Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) está se preparando para mais uma edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorrerá entre os dias 18 e 21 de maio. No entanto, antes do evento principal, uma mobilização dos prefeitos do Estado será realizada ainda em fevereiro, com o objetivo de tratar de “pautas-bomba” e garantir benefícios para os municípios.
Em reunião convocada para o dia 23 de fevereiro, a Assomasul discutirá as estratégias para a Marcha e as principais questões a serem levantadas na capital federal. Às 10h, o Conselho Fiscal da entidade realizará uma reunião para apresentar a prestação de contas referente ao semestre e ao ano de 2025. À tarde, a partir das 14h, será realizada uma reunião ampliada com a participação de todos os prefeitos associados. O encontro terá como pauta a homologação das contas da entidade e o planejamento das ações para 2026, incluindo os preparativos para o Congresso da Assomasul e a organização da 27ª edição da Marcha a Brasília.
O presidente da Assomasul, Thalles Henrique Tomazelli (PSDB, Itaquiraí), destaca a importância de discutir as pautas e estratégias com antecedência, para garantir que os municípios sejam representados de forma eficaz. “Precisamos ir para Brasília com uma agenda bem definida e com a força necessária para pressionar o Executivo e o Legislativo sobre as necessidades urgentes dos nossos municípios”, afirmou Tomazelli.
Além da programação oficial da Marcha, a Assomasul também está preocupada com temas como o equilíbrio fiscal dos municípios e a autonomia das administrações locais. Na Assembleia Geral da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), realizada em janeiro, prefeitos de MS discutiram questões como a reforma tributária e a criação do Conselho Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que substituirá tributos como o ISSQN e o ICMS.
O piso salarial dos profissionais da Educação, uma das “pautas-bomba” que cria mais gastos para os municípios, será outro tema de destaque durante a mobilização antecipada em Brasília, programada para o dia 24 de fevereiro, logo após a reunião da Assomasul. A expectativa é que a mobilização fortaleça a presença dos prefeitos nas discussões e ajude a garantir soluções para essas demandas.