Ricardo Corrêa | 04 de fevereiro de 2026 - 21h15

Defesa relata piora na saúde de Bolsonaro e cobra laudo médico da Polícia Federal

Advogados apontam vômitos e crises de soluço e pedem urgência na análise sobre prisão domiciliar

POLÍTICA
O ex-presidente Jair Bolsonaro. - (Foto: Antonio Augusto/STF)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma piora recente em seu estado de saúde e cobrou a apresentação do laudo médico elaborado pela Polícia Federal que avalia a necessidade de prisão domiciliar. A manifestação foi feita em petição apresentada no processo de execução penal.

Segundo os advogados, Bolsonaro passou a apresentar “episódios eméticos”, caracterizados por vômitos, além de crises de soluço intensas nos últimos dias. Diante do quadro, a defesa pede que o ministro Alexandre de Moraes determine, com urgência, a juntada do laudo pericial aos autos.

Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. No mesmo dia da prisão, Moraes determinou que uma junta médica da Polícia Federal realizasse nova avaliação clínica para verificar a necessidade de substituição da prisão por domiciliar, fixando prazo de dez dias para a entrega do laudo.

Antes de ser transferido para o batalhão da PM, o ex-presidente estava detido na Superintendência da Polícia Federal, também em Brasília. De acordo com a defesa, a perícia foi realizada no dia 20 de janeiro por três médicos da Diretoria Técnico-Científica da PF.

“Acontece que, transcorridos mais de dez dias da realização da perícia, até o presente momento não foi juntado aos autos o laudo elaborado pela junta médica”, afirma a petição apresentada ao STF.

Os advogados solicitam que Moraes intime a Superintendência da Polícia Federal para encaminhar o documento “com a máxima urgência”, a fim de permitir a análise do pedido de prisão domiciliar à luz do estado de saúde do ex-presidente.