Iury de Oliveira | 04 de fevereiro de 2026 - 14h13

Governo de MS vai mapear favelas e combater extrema pobreza em 2026

Metas definidas em contrato de gestão incluem levantamento em Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas e busca ativa de famílias vulneráveis

ASSISTÊNCIA SOCIAL
Governador assina contrato de gestão com a Sead, definindo as metas para 2026 - (Foto: Saul Schramm/Secom)

O governador Eduardo Riedel firmou o contrato de gestão com a Sead (Secretaria Estadual de Assistência Social e dos Direitos Humanos) e definiu as metas da pasta para 2026. Entre os principais objetivos estão o combate e a erradicação da extrema pobreza em Mato Grosso do Sul e o mapeamento de favelas nas quatro maiores cidades do Estado: Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.

Segundo a secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino, o mapeamento das áreas de favela será feito de forma detalhada, ocupação por ocupação, para que o Estado compreenda melhor a realidade de cada território. “O ano de 2026 traz diversos desafios. Dentre eles a questão do mapeamento das favelas nas quatro maiores cidades do Estado, que são Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas, para que nós possamos entender essa problemática de maneira individualizada, ocupação por ocupação”, explicou.

Ela ressaltou que o governo mantém como meta a erradicação da extrema pobreza em Mato Grosso do Sul, com foco em localizar e atender quem ainda vive nessa condição. “Os números são muito alvissareiros porque nós estamos fazendo uma busca ativa destas pessoas. É uma das prioridades da nossa pasta que vamos correr atrás”, afirmou a secretária.

O contrato de gestão assinado por Riedel consolida 25 ações que a Sead deverá executar até o fim de 2026. Depois da assinatura, a secretaria passa por uma etapa de oficinas e orientações internas e, em seguida, inicia a fase de execução e monitoramento das metas, com avaliações periódicas até a entrega final dos resultados.

Entre os compromissos assumidos está também uma busca ativa específica em relação aos pescadores profissionais de Mato Grosso do Sul. Esse trabalho será feito em conjunto com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e com a Polícia Militar Ambiental. A proposta é identificar, visitar e individualizar esses trabalhadores para que as políticas públicas voltadas a eles sejam construídas com base em dados concretos. “Isto é um marco você localizar, visitar e individualizar essas pessoas para que o Estado consiga ter políticas públicas embasadas em dados concretos”, completou Cozzolino.

O contrato de gestão integra um programa que já tem 11 anos e é apontado pelo governo como uma experiência de sucesso nacional. A ferramenta define os projetos e metas de cada secretaria a cada ano, com o objetivo de organizar prioridades, estimular propostas inovadoras e melhorar os serviços públicos, garantindo impacto direto na vida dos cidadãos. No caso da Sead, o foco está em enfrentar a extrema pobreza, conhecer com mais precisão a realidade das favelas e estruturar ações para públicos vulneráveis, como famílias em situação de risco social e pescadores profissionais, reforçando o papel da assistência social e dos direitos humanos no Estado.