Redação O Estado de S. Paulo | 04 de fevereiro de 2026 - 14h25

Jimmy Kimmel ironiza documentário de Melania Trump e promete apresentar Oscar se houver indicação

Comediante zombou do filme sobre a ex-primeira-dama e voltou a provocar Donald Trump durante monólogo

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Jimmy Kimmel ironizou documentário sobre Melania Trump e fez promessa em tom de deboche durante monólogo. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O apresentador e comediante Jimmy Kimmel voltou a usar o palco como espaço de crítica política e sarcasmo ao comentar a estreia do documentário sobre Melania Trump. Durante o monólogo exibido na segunda-feira (2), ele afirmou, em tom de deboche, que exigirá apresentar a cerimônia do Oscar em 2027 caso o filme seja indicado na categoria de melhor documentário.

“Anotem o que eu digo: se Melania for indicada ao Oscar, eu apresentarei a cerimônia. Quer me peçam ou não. Eu insistirei nisso”, disse Kimmel, arrancando risadas da plateia. O comentário foi uma resposta direta a uma declaração da apresentadora da Fox News, Kayleigh McEnany, que reagiu ao desempenho do filme nas bilheterias e afirmou que o documentário “deveria ser indicado ao Oscar” e que Melania seria “a mais bem vestida de longe”.

O documentário, que estreou no Brasil no fim de janeiro, acompanha Melania Trump nos 20 dias que antecederam a segunda posse presidencial de Donald Trump. A ex-primeira-dama também atua como produtora do longa, que teve uma estreia acima do esperado e já arrecadou cerca de 7 milhões de dólares nas bilheterias.

No início do monólogo, Kimmel também ironizou a recepção da crítica ao filme. “Melania tem uma avaliação de 7% no Rotten Tomatoes, mas na Fox News tem 100% de aprovação”, disse, ao comparar a avaliação do público especializado com a repercussão positiva na emissora conservadora.

Essa não foi a primeira vez que o apresentador atacou o documentário. Antes mesmo da estreia, ele já havia classificado o projeto como “um suborno de 75 milhões de dólares que a Amazon fez para ela”. Após os primeiros resultados de bilheteria, voltou a alfinetar: “Bateu um recorde. Foi a maior estreia para um projeto de vaidade não musical ou suborno corporativo descarado nos últimos 10 anos”.

Jimmy Kimmel já apresentou o Oscar em quatro ocasiões e tem histórico de confrontos públicos com Donald Trump. Em 2024, quando comandava a cerimônia, ele interrompeu a transmissão para ler, ao vivo, uma crítica feita pelo então ex-presidente nas redes sociais. Na postagem, Trump atacava duramente o apresentador e dizia que ele era “uma pessoa medíocre se esforçando demais para ser algo que não é”.

O embate entre os dois não se limitou ao Oscar. Em setembro de 2025, a emissora ABC chegou a suspender temporariamente o programa Jimmy Kimmel Live após críticas de republicanos. A reação ocorreu depois de o apresentador comentar o assassinato do influenciador trumpista Charlie Kirk e relacionar o suspeito do crime ao movimento MAGA. O programa voltou ao ar ainda no mesmo mês.

A nova provocação envolvendo Melania Trump reforça o tom crítico que Kimmel mantém em relação ao ex-presidente e ao seu entorno, usando o humor como ferramenta de comentário político e cultural.