Esposa de Leandro rebate fala de Edilson no BBB 26 e relata alfabetização tardia do brother
Jornalista Donminique Azevedo criticou termo usado no Sincerão e defendeu trajetória do marido
REALITY SHOWA jornalista Donminique Azevedo, esposa de Leandro, participante do Big Brother Brasil 26, se manifestou nas redes sociais nesta terça-feira (3) após o marido ser chamado de “analfabeto” pelo ex-jogador de futebol Edilson Capetinha durante uma dinâmica do programa. Em vídeo publicado nos perfis oficiais de Leandro, ela explicou a trajetória de alfabetização tardia do brother e criticou o uso depreciativo do termo.
“Como uma pessoa que ajudou Leandro no processo dele de alfabetização tardia para poder terminar o ensino médio — uma pessoa com dislexia e com discalculia —, me chama muita atenção um conterrâneo nosso se referir a alguém como um analfabeto de uma maneira tão depreciativa que só reforça estereótipos”, afirmou Donminique. A jornalista destacou que trabalha desde os 13 anos com alfabetização de jovens e adultos.
A declaração ocorreu após o Sincerão exibido na noite de segunda-feira (4), quando Edilson se irritou com críticas feitas por Leandro e questionou: “Um cara desse, analfabeto, vai ganhar BBB?”. Após a dinâmica, Leandro lamentou a palavra utilizada. Em seguida, Edilson tentou se justificar dizendo que se referia ao desempenho “no jogo”.
O episódio ganhou repercussão nas redes sociais, especialmente após Leandro ter apresentado dificuldades para ler informações da Prova Bate e Volta, no domingo (1º). As falas do ex-jogador foram amplamente criticadas por internautas, que apontaram preconceito e estigmatização.
No vídeo, Donminique ressaltou que sua intenção não é estimular ataques, mas promover reflexão. “Não é a minha intenção reforçar nenhum discurso de ódio. Pelo contrário, é um convite para a gente refletir sobre falas que são problemáticas e que precisam ser corrigidas”, disse.
A jornalista contou ainda que, quando conheceu Leandro, ele não conseguia concluir o ensino médio devido à falta de alfabetização, resultado de uma infância e adolescência marcadas por diversas dificuldades, inclusive situação de rua. Segundo ela, o casal trabalhou junto no processo educacional do participante.
“Ele concluiu o ensino médio, entrou em uma universidade pública e se formou em música”, relatou. Donminique também lembrou sua experiência como professora da rede pública e destacou que nem todos têm as mesmas oportunidades educacionais.
“A gente não pode normalizar essas falas. Quem foi que disse que uma pessoa analfabeta não pode ganhar o BBB? Qualquer pessoa pode ganhar o BBB, inclusive uma pessoa analfabeta”, concluiu.
A jornalista Donminique Azevedo, esposa de Leandro do Big Brother Brasil 26, se manifestou nas redes sociais nesta terça-feira, 3, após o marido ser chamado de "analfabeto" pelo ex-jogador de futebol Edilson Capetinha. No vídeo, publicado nos perfis de Leandro, a jornalista explica a jornada de alfabetização tardia do participante.
"Como uma pessoa que ajudou Leandro no processo dele de alfabetização tardia para poder terminar o ensino médio - uma pessoa com dislexia e com discalculia -, me chama muita atenção um conterrâneo nosso se referir a alguém como um analfabeto de uma maneira tão depreciativa que só reforça estereótipos", pontuou Donminique, que trabalha desde os 13 anos com alfabetização de jovens e adultos.
Durante o Sincerão desta segunda-feira, 4, Edilson se irritou com críticas de Leandro e questionou: "Um cara desse, analfabeto, vai ganhar BBB?". Após a dinâmica, Leandro lamentou a palavra usada pelo ex-jogador. Edilson, então, se justificou: "Analfabeto no jogo, no jogo você é". Durante a Prova Bate e Volta deste domingo, 1º, o pipoca teve dificuldades na hora de ler algumas informações da dinâmica em voz alta. Nas redes sociais, as falas do ex-jogador de futebol foram bastante criticadas.
"Não é a minha intenção reforçar nenhum discurso de ódio. Pelo contrário, é um convite para a gente refletir sobre falas que são problemáticas que precisam ser corrigidas", afirmou a esposa de Leandro. "Quando conheci Leandro, ele não conseguia terminar o ensino médio porque enfrentava problemas de falta de alfabetização. Uma infância e uma adolescência atravessada por várias situações e vivências, inclusive de situação de rua", contou.
Segundo Donminique, os dois trabalharam junto para completar a alfabetização de Leandro. O pipoca, então, concluiu o ensino médio, entrou em uma universidade pública e se formou em música. "A gente não pode normalizar essas falas. Nem todo mundo tem a mesma oportunidade. Fui professora durante dez anos em escola pública e, o que mais vi no contexto da educação, são pessoas tendo que lidar com tais fragilidades dentro do contexto da educação", afirmou.
"Quem foi que disse que uma pessoa analfabeta não pode ganhar o BBB? Qualquer pessoa pode ganhar o BBB, inclusive uma pessoa analfabeta", finalizou a jornalista.