Iury de Oliveira | 02 de fevereiro de 2026 - 14h55

Simone Tebet confirma saída do Ministério até 30 de março e diz que será candidata

Ministra avalia disputar por MS ou SP e admite preferência pelo Senado, mas cargo ainda não está definido

POLÍTICA
Simone Tebet em Campo Grande: ministra confirma que deixa o Planejamento até 30 de março e será candidata nas eleições deste ano. - (Foto: Rafael Rodrigues)

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, confirmou nesta segunda-feira (2), em Campo Grande, que deixará o cargo até 30 de março para disputar a eleição deste ano. “Resposta do presidente categórica: nós precisamos de você como candidata, por isso que eu já afirmei, eu saio no máximo até o dia 30 de março do Ministério do Planejamento e Orçamento”, disse.

Ela afirmou que colocou a decisão nas mãos do presidente Lula e que encara a política como missão. “Eu tenho uma vontade pessoal. Mas, para mim, política é missão. Então, eu vou deixar a minha vontade pessoal de lado e coloco o meu nome à disposição para sair candidata pelo meu querido Estado de Mato Grosso do Sul ou por São Paulo”, declarou.

Simone admitiu preferência pelo Senado, mas negou que já haja definição de cargo ou colégio eleitoral. “Eu dou meu coração à vontade de disputar Senado Federal, acho que eu contribuo mais com o país, é onde eu sei trabalhar. Não tem essa de que já foi decidido o colégio eleitoral, muito menos que eu disputaria a vaga de candidata ao governo do Estado de São Paulo”, afirmou.

A ministra disse que Lula ainda fará conversas em São Paulo antes de bater o martelo. “Nós temos dois grandes nomes em São Paulo, com capacidade de disputar os dois cargos majoritários, que é o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. (…) São Paulo tem 22% do eleitorado brasileiro. Então, São Paulo é decisivo”, ressaltou.

Ela também destacou que qualquer decisão passa pela continuidade do projeto do governo federal. “Nós temos um projeto de país e o projeto do país ainda não foi concluído. Nós precisamos até 2030 de entregas do governo do presidente Lula. (…) A única definição é que eu serei candidata a algum cargo eletivo. Nem o cargo majoritário está definido”, concluiu.