Redação O Estado de S. Paulo | 02 de fevereiro de 2026 - 11h30

Caso Orelha: pai de adolescente pede apuração antes de punições

Em entrevista, família nega condenação antecipada e diz aguardar provas sobre morte do animal em Santa Catarina

CRIME
Caso da morte do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A repercussão da morte do cão Orelha, vítima de agressões em Santa Catarina, provocou manifestações em diferentes cidades do país neste fim de semana. Os atos pedem a responsabilização de ao menos quatro adolescentes apontados como suspeitos de atacar o animal com a intenção de matá-lo.

No domingo (1º), o pai de um dos jovens citados no caso se pronunciou publicamente pela primeira vez, em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo. Sem ter a identidade revelada, ele afirmou que a família aguarda a conclusão das investigações antes de qualquer julgamento definitivo. Segundo o homem, caso fique comprovada a participação do filho, ele deverá responder pelos atos.

“A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder”, declarou. Em seguida, ponderou que, até o momento, não foram apresentadas provas concretas. “Até agora só foram acusações, acusações e acusações, não apresentaram absolutamente nada”, afirmou.

O pai do adolescente disse ainda que a família espera que os depoimentos sejam colhidos com rapidez e que o inquérito identifique corretamente os envolvidos. Para ele, adolescentes sem participação no episódio precisam ser publicamente inocentados após a apuração dos fatos.

Durante a mesma entrevista, o advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representa duas famílias de adolescentes apontados como envolvidos, defendeu que eventuais punições sejam aplicadas de forma proporcional. Segundo ele, a responsabilização deve ocorrer apenas de acordo com a participação individual de cada jovem. “Se eventualmente algum deles tiver alguma parcela de contribuição com maus-tratos ou com algum pequeno delito, que sejam responsabilizados na medida da sua culpabilidade”, afirmou.

Orelha morreu no início de janeiro após sofrer agressões na região da cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões foram consideradas extremamente graves, o que levou a equipe veterinária a optar pela eutanásia durante o atendimento, diante da impossibilidade de reversão do quadro clínico.