CBF explica expulsão polêmica e confirma falha do VAR na final da Supercopa Rei
Entidade detalha cartão vermelho aplicado após o intervalo e apagão que deixou arbitragem sem VAR por 20 minutos
POLÊMICAA Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se manifestou na noite deste domingo (1º) para esclarecer dois episódios que geraram questionamentos durante a final da Supercopa Rei, disputada entre Flamengo e Corinthians, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Em nota oficial, a entidade explicou a expulsão de Carrascal logo após o intervalo e confirmou que o árbitro de vídeo ficou fora de operação por cerca de 20 minutos no segundo tempo devido a uma queda de energia elétrica.
O lance mais contestado ocorreu no retorno das equipes ao gramado para a etapa final. Antes mesmo do reinício da partida, o árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou cartão vermelho para Carrascal, do Flamengo, sem que houvesse uma falta evidente naquele momento. A decisão causou surpresa entre jogadores e comissão técnica rubro-negra, já que a expulsão foi comunicada com base em uma análise do VAR.
Segundo a CBF, a checagem do lance teve início ainda no primeiro tempo, mas foi concluída apenas quando as equipes já estavam no intervalo. A entidade afirmou que a Fifa autoriza a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o encerramento de uma etapa.
De acordo com o comunicado, foi identificada uma agressão de Carrascal contra Breno Bidon em um lance fora da disputa de bola e com o jogo parado. Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentaram evidências suficientes para a tomada de decisão imediata, o que levou ao encerramento normal do primeiro tempo. No entanto, uma nova checagem permitiu a visualização clara da infração, resultando na recomendação de revisão e na posterior expulsão do jogador.
Outro ponto abordado pela CBF foi a falha no sistema do árbitro de vídeo. A entidade informou que houve uma queda de energia elétrica em diferentes áreas do estádio durante o intervalo, incluindo a cabine do VAR. O sistema de contingência conseguiu manter o funcionamento por cerca de 15 minutos, mas, como a energia não foi restabelecida rapidamente, a partida seguiu sem o auxílio do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
Nesse período, o Corinthians chegou a marcar com Yuri Alberto, mas o gol foi anulado por impedimento. O time paulista já havia aberto o placar no primeiro tempo, com Gabriel Paulista, de cabeça. Nos acréscimos da etapa final, Yuri Alberto voltou a balançar as redes e confirmou a vitória corintiana por 2 a 0.
Na avaliação final, a CBF afirmou que a arbitragem seguiu todos os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e treinadores das duas equipes. A entidade reforçou ainda que as decisões tomadas em campo obedeceram às Regras do Jogo e que não houve prejuízo técnico ou esportivo para a partida.