MS emite 643 mil novas carteiras de identidade em dois anos da CIN
Novo modelo unifica RG ao CPF, tem versão digital e documento físico é incinerado se não for retirado em 12 meses
NOVO RGMato Grosso do Sul completou, em 12 de janeiro, dois anos da emissão da primeira CIN (Carteira de Identidade Nacional) no Estado. Desde então, o novo modelo de documento já chegou a 643.859 moradores, substituindo gradualmente o antigo RG e passando a usar o CPF como único número de identificação em todo o país.
A principal mudança é justamente essa unificação. Antes, uma mesma pessoa podia ter um número de identidade diferente em cada estado brasileiro. Com a CIN, o CPF passa a ser o registro único, o que aumenta a segurança e dificulta fraudes. A procura cresceu tanto que a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) ampliou horários de atendimento para dar conta da demanda.
Um dos problemas enfrentados pelo IIGP (Instituto de Identificação Gonçalo Pereira) é o grande número de documentos que ficam esquecidos nos postos. A CIN física fica guardada por até 12 meses. Se o cidadão não fizer a retirada nesse período, o documento é recolhido e incinerado, como medida de segurança. Depois disso, quem perdeu o prazo precisa refazer todo o processo de emissão.
Apesar dos avanços, o Estado ainda enfrenta um desafio básico: a documentação antiga. Para solicitar a nova carteira é obrigatório apresentar a Certidão de Nascimento ou de Casamento em bom estado. Em muitos casos, o primeiro passo não é a identidade, mas a regularização do próprio registro civil, o que exige ações específicas para alcançar populações mais vulneráveis.
Mesmo assim, a emissão da CIN tem chegado a diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Mutirões já atenderam desde comunidades indígenas até populações ribeirinhas, levando o novo documento a locais distantes dos grandes centros urbanos.
Quem emite a CIN física também passa a contar automaticamente com a versão digital. Assim que o documento é produzido, a carteira fica disponível no aplicativo Gov.br, com o mesmo valor jurídico e aceitação em todo o território nacional.
Para quem ainda não trocou o RG pelo novo modelo, não há necessidade de pressa. O documento antigo continua valendo até 2030. A orientação é que a troca seja priorizada por quem está com a identidade danificada ou precisa da nova numeração para serviços específicos, como procedimentos em bancos e atendimentos em secretarias de assistência social.