Sydney Sweeney rebate rótulo de 'Barbie MAGA' e diz não querer ser símbolo político
Atriz afirma que nunca se posicionou politicamente e critica projeções feitas nas redes sociais
CELEBRIDADESO nome de Sydney Sweeney voltou a dominar debates nas redes sociais após a atriz comentar, de forma mais direta, o rótulo “Barbie MAGA”, frequentemente associado a ela em discussões online. O apelido, carregado de conotação política, passou a circular nos últimos anos como uma tentativa de enquadrar a artista em um campo ideológico que, segundo ela, não representa quem é nem o que defende.
Em entrevista à revista Cosmopolitan, publicada nesta quinta-feira (29), Sweeney afirmou que nunca se colocou como porta-voz de causas políticas e que sua atuação pública sempre esteve ligada ao trabalho artístico, não a posicionamentos partidários.
A expressão “Barbie MAGA” é usada de forma crítica ou irônica para se referir a mulheres jovens, loiras e associadas a um padrão estético tradicional, que supostamente apoiariam o movimento conservador ligado ao slogan “Make America Great Again”, associado ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.
Ao unir a imagem da boneca Barbie, símbolo de feminilidade idealizada, à sigla MAGA, o termo ganhou força como um rótulo político aplicado a celebridades que não manifestam publicamente suas posições ideológicas ou que acabam sendo associadas, direta ou indiretamente, a pautas conservadoras.
Segundo Sweeney, essa associação não parte dela. A atriz afirmou que opta por não se posicionar politicamente justamente para não ser usada em disputas que não escolheu travar.
“Nunca estive aqui para falar de política. Sempre estive aqui para fazer arte”, afirmou. Para ela, o silêncio acabou abrindo espaço para interpretações externas. “As pessoas querem ir ainda mais longe e me usar como peão. Mas é alguém me atribuindo algo, e eu não posso controlar isso.”
Questionada sobre o motivo de não rebater publicamente essas suposições, Sweeney disse não enxergar uma forma eficaz de fazê-lo. Segundo ela, qualquer tentativa de esclarecimento acaba sendo interpretada como estratégia de autopromoção.
“Se eu digo que não é verdade, dizem que estou falando só para me promover. Não tem como ganhar”, explicou. A atriz afirmou que prefere seguir focada na própria carreira. “Sei quem eu sou e o que defendo. Não posso obrigar todo mundo a me amar.”
O debate ganhou força em julho de 2025, após a veiculação de uma campanha de jeans da American Eagle estrelada por Sweeney. O comercial viralizou e passou a ser criticado por parte do público, que apontou supostas mensagens subliminares relacionadas a ideias raciais, a partir de um trocadilho entre “genes” e “jeans”.
Na época, a atriz não comentou o episódio. Meses depois, em entrevista à revista People, disse ter ficado surpresa com a reação. “Muitos me atribuíram motivações e rótulos que simplesmente não são verdadeiros”, afirmou. Ela reconheceu que o silêncio, nesse caso, acabou ampliando a polarização.
A controvérsia se intensificou após a divulgação de que Sweeney estaria registrada como eleitora republicana na Flórida desde 2024. A informação levou Donald Trump a elogiar publicamente a atriz e a campanha da American Eagle, reforçando a associação política que ela diz não refletir suas convicções pessoais.
“É desconfortável ter pessoas dizendo no que você acredita quando isso não se alinha com quem você é”, declarou à Cosmopolitan.
Aos 28 anos, Sydney Sweeney é uma das atrizes mais comentadas de sua geração. Ela ganhou projeção internacional com Euphoria e The White Lotus, recebeu duas indicações ao Emmy e atuou em produções como Todos Menos Você e Madame Web. Mais recentemente, estrelou o suspense A Empregada e passou a investir também como produtora e empresária no setor de moda íntima.