PT convoca militância para reeleger Lula e ampliar bancadas no Congresso
Resolução da Executiva Nacional trata disputa como "histórica" e reforça pressão por candidaturas fortes no partido
ELEIÇÕES 2026O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou, na noite desta quinta-feira, 29, uma resolução em que convoca sua militância a se mobilizar para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, além da ampliação das bancadas do partido na Câmara dos Deputados, no Senado e da eleição de governadores. Embora o texto adote um tom genérico, a cobrança ocorre em meio a pressões internas para que nomes de peso da legenda disputem cargos nas próximas eleições.
No documento, a Executiva Nacional classifica o próximo pleito como de “caráter histórico” e afirma que a permanência de Lula no Palácio do Planalto é estratégica para o projeto político do partido.
“A reeleição do presidente Lula é condição estratégica para consolidar a democracia, derrotar o bolsonarismo, vertente brasileira do fascismo, os projetos antinacionais, antipovo e aprofundar as transformações iniciadas no Brasil”, afirma o texto.
Segundo o PT, o objetivo é avançar em um projeto de desenvolvimento nacional “soberano, sustentável e inclusivo”, com foco na superação das desigualdades sociais.
A resolução destaca que o desafio eleitoral vai além da disputa presidencial. Para a legenda, é essencial construir uma base sólida no Congresso Nacional.
“A tarefa que se coloca para 2026 exige, além da reeleição do presidente Lula, a construção de uma maioria democrática e popular no Congresso Nacional”, diz o documento. O partido defende que a campanha dialogue com o eleitorado sobre a importância de eleger deputados, senadores e governadores alinhados ao projeto liderado por Lula.
O texto também define a eleição como a “grande batalha política de 2026” e afirma que o resultado do pleito será decisivo para o futuro do País.
“2026 é o ano para reafirmar que o Brasil escolhe a democracia, a justiça social, a soberania nacional e o futuro”, ressalta a legenda.
Embora a resolução não cite nomes, o movimento ocorre em meio a cobranças internas para que lideranças de destaque do PT se lancem candidatas. Um dos principais alvos dessas pressões é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que, segundo integrantes do partido, tem resistido aos apelos para disputar um cargo eletivo.
Na quarta-feira, 28, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também classificou o momento como “histórico” e defendeu que figuras centrais do partido entrem na disputa eleitoral.
Outros dirigentes já atenderam aos pedidos do presidente Lula. É o caso da própria Gleisi Hoffmann, que mudou seus planos políticos e aceitou concorrer ao Senado. Antes, a intenção era disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.