Mateus Maia | 29 de janeiro de 2026 - 13h30

Haddad alerta que politização da CPMI do Banco Master pode favorecer criminosos

Ministro defendeu punição individualizada e destacou que gestão de Galípolo no BC foi responsável por enfrentar o "abacaxi" da instituição

ECONOMIA
Fernando Haddad defendeu que investigações sobre o Banco Master foquem na punição individualizada para evitar impunidade. - Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em uma fala direta sobre os rumos das investigações parlamentares, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira (29) que o foco da CPMI do Banco Master deve ser técnico e jurídico. Segundo ele, transformar o inquérito em uma arena de disputa política é uma estratégia que acaba, na prática, beneficiando quem cometeu crimes, ao desviar a atenção dos fatos.

Fortalecimento institucional O diferencial do argumento de Haddad reside na ideia de que a justiça não deve olhar para siglas ou crenças. Para o ministro, a punição rigorosa de culpados identificados individualmente é o que garante a credibilidade das instituições brasileiras, desde a Receita Federal até o Supremo Tribunal Federal (STF). "Se você quer a verdade, não importa de que igreja ou partido a pessoa é, ela deve ser punida. Isso fortalece as instituições, a polícia e o próprio sistema político", afirmou ao chegar ao Ministério.

Relação com o Banco Master Buscando encerrar especulações sobre sua proximidade com a cúpula da instituição financeira, o ministro foi enfático ao repetir que nunca teve contato com Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master. Haddad garantiu que sequer conhecia o executivo antes do caso ganhar repercussão.

Mudança de postura no Banco Central Haddad também aproveitou para pontuar uma mudança de gestão no órgão regulador. Ele revelou que, antes da entrada de Gabriel Galípolo na diretoria do Banco Central, não havia um diálogo efetivo sobre a situação do Master. De acordo com o ministro, foi Galípolo quem, ao assumir o posto, tomou as providências necessárias para lidar com os problemas da instituição, classificados por Haddad como um "abacaxi" herdado de gestões anteriores.