29 de janeiro de 2026 - 14h25

Operação prende PMs aposentados ligados à segurança de Rogério de Andrade

Suspeitos são investigados por integrar organização criminosa voltada a jogos ilegais e corrupção ativa

SEGURANÇA
Operação Petrorianos prendeu policiais militares aposentados suspeitos de atuar em esquema ligado a jogos ilegais - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A segunda fase da Operação Petrorianos resultou, nesta quinta-feira, 29, na prisão de dois policiais militares aposentados suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à prática de corrupção ativa. Os investigados atuavam na segurança de familiares do contraventor Rogério de Andrade, que atualmente está preso em um presídio federal.

A ação é resultado de denúncia apresentada à Justiça pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo o órgão, os mandados de prisão foram cumpridos em endereços na cidade do Rio de Janeiro e também na Penitenciária Federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

A operação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

Foram presos Marcos Antonio de Oliveira Machado, conhecido como Machado, e Carlos André Carneiro de Souza, identificado como Carneiro. De acordo com o Gaeco, ambos integram a equipe de segurança pessoal de Rogério de Andrade e prestavam serviços diretos ao contraventor e a seus familiares.

As investigações apontam que os dois policiais militares aposentados teriam papel ativo no esquema criminoso investigado, que envolve a proteção e sustentação de atividades ilegais ligadas ao jogo do bicho e outras modalidades de jogos clandestinos.

Segundo o Ministério Público, Carlos André Carneiro, em conjunto com Rogério de Andrade, foi denunciado por subornar um policial militar da ativa. O objetivo seria obter informações sigilosas sobre operações policiais, além de influenciar o direcionamento de ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos criminosos rivais.

De acordo com o Gaeco, o acesso antecipado a dados operacionais permitia ao grupo proteger seus próprios interesses e enfraquecer concorrentes no controle de territórios ligados à exploração ilegal de jogos de azar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa.