Gabriel Hirabahasi | 29 de janeiro de 2026 - 10h00

Rui Costa confirma Miriam Belchior no comando da Casa Civil após sua saída

Ministro deixará o cargo no fim de março para disputar eleições e diz que Lula quer evitar descontinuidade

POLÍTICA
Casa Civil: Miriam Belchior, atual secretária-executiva, foi indicada por Lula para assumir o ministério a partir de abril. - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou que a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assumirá o comando do ministério quando ele deixar o cargo para disputar as eleições. Segundo Rui, a decisão já foi comunicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tanto a ele quanto à futura ministra.

Rui Costa afirmou que sua saída do governo está prevista para o último dia de março e que a transição ocorrerá de forma organizada, sem alterações na equipe. “Eu saio no final de março, último dia de março, deixo o governo. Quem assume, o presidente Lula já me comunicou e comunicou a Miriam também, que ela assume o ministério. Ela já foi ministra do Planejamento, é uma pessoa excepcional, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. Não vai ter nenhuma descontinuidade, a equipe é a mesma”, disse em entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, na Bahia.

Miriam Belchior tem trajetória consolidada na administração pública e já comandou o Ministério do Planejamento em governos anteriores. Atualmente, atua como secretária-executiva da Casa Civil, função que a mantém diretamente envolvida na coordenação de projetos estratégicos do governo federal.

Durante a entrevista, Rui Costa destacou que o presidente Lula tem optado por soluções internas para recompor o ministério diante das saídas motivadas pelo calendário eleitoral. De acordo com ele, a diretriz do Planalto é preservar o funcionamento das pastas e evitar rupturas na condução das políticas públicas.

“Lula está dando prioridade nas eventuais mudanças que vai ter que fazer nos ministérios para que se mantenha as equipes. Um caso ou outro pode mudar, mas na essência ele quer manter as equipes”, afirmou.

Rui acrescentou que uma reforma mais ampla neste momento poderia comprometer projetos em andamento. “Não faz sentido, a seis meses das eleições, fazer mudança geral nas equipes, porque correria risco de descontinuar projetos e ações”, completou.

A saída do ministro da Casa Civil faz parte do movimento esperado de integrantes do primeiro escalão que devem deixar o governo para disputar cargos eletivos. A estratégia de manter quadros já integrados às pastas busca garantir estabilidade administrativa no período que antecede as eleições.