Haddad diz que deve deixar a Fazenda em fevereiro e evita cravar sucessor
Ministro afirma que decisão cabe a Lula e elogia perfil técnico de Dario Durigan
ECONOMIAO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a afirmar nesta quinta-feira (29) que sua saída do comando da pasta deve ocorrer no mês de fevereiro, mas evitou confirmar quem será o seu sucessor. Em entrevista ao portal Metrópoles, Haddad disse que a definição depende exclusivamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O mês de fevereiro, com certeza”, declarou o ministro, ao ser questionado sobre o prazo para deixar o cargo.
Embora tenha feito elogios ao atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, Haddad evitou cravar o nome do auxiliar como substituto. Segundo ele, o anúncio cabe ao presidente da República. “Isso é uma decisão do presidente”, reforçou.
Na entrevista, Haddad destacou a trajetória profissional de Durigan e sua passagem tanto pelo setor público quanto pelo mercado. “Dario sempre serviu a governos progressistas. Ele ter passado pelo mercado é ponto para ele, significa que ele traz para o setor público o conhecimento de como funcionam setores relevantes. Ele tem um conhecimento realmente abrangente, uma pessoa de formação muito sólida”, afirmou.
O ministro ressaltou, no entanto, que a eventual mudança na equipe econômica ainda depende da avaliação de Lula e que outros nomes também podem ser considerados. “Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, disse, ao reconhecer que há diferentes perfis aptos a assumir a pasta.
Haddad também negou que exista resistência interna no Partido dos Trabalhadores ao nome de Dario Durigan. Segundo ele, não há objeções formais dentro da legenda em relação ao secretário-executivo.
A possível saída de Haddad já vinha sendo sinalizada desde o ano passado. O ministro indicou anteriormente que pretende deixar a Fazenda para contribuir com a campanha de reeleição de Lula. A expectativa no governo é de que outros ministros também anunciem suas saídas nos próximos meses para disputar as eleições.
A definição sobre a sucessão na Fazenda é considerada estratégica, já que a pasta ocupa papel central na condução da política econômica e no diálogo com o Congresso e o mercado.