Da Redação | 29 de janeiro de 2026 - 08h55

Endividamento das famílias sobe e se aproxima do maior nível já registrado

Dados do Banco Central apontam que comprometimento financeiro chegou a 31,3% em novembro do ano passado

ECONOMIA
Endividamento das famílias voltou a crescer e se aproximou do maior nível já registrado no país. - (Foto: Reprodução)

O endividamento das famílias brasileiras voltou a subir e se aproximou do maior nível já registrado pela série histórica do Banco Central, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 29, o indicador avançou de 49,3% em outubro para 49,8% em novembro, ficando apenas 0,1 ponto percentual abaixo do pico observado em julho de 2022.

O índice mede a relação entre o total das dívidas das famílias e a renda acumulada em 12 meses, considerando operações realizadas com o sistema financeiro, e o movimento de alta também aparece quando são excluídos os financiamentos imobiliários, nesse recorte, o endividamento passou de 30,9% para 31,3% no mesmo período.

Apesar do aumento do estoque de dívidas, o comprometimento da renda das famílias com pagamentos ao Sistema Financeiro Nacional permaneceu estável em 29,3%, percentual que indica a parcela do rendimento mensal destinada ao pagamento de empréstimos e financiamentos, sendo que o dado de outubro foi revisado pelo Banco Central.

Ao desconsiderar os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda apresentou leve recuo, de 27,1% para 27,0%, o que indica estabilidade no peso das dívidas de consumo sobre o orçamento familiar, mesmo com o avanço do endividamento total no período analisado.