Victor Ohana | 28 de janeiro de 2026 - 12h55

PSD deve assumir presidência da Comissão Mista de Orçamento em acordo entre líderes

Negociação ocorre no colégio de líderes da Câmara e prevê mudança no comando do colegiado em 2026

CONGRESSO
Plenário da Câmara dos Deputados, onde líderes partidários negociam o comando das principais comissões. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O PSD deve assumir a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional na gestão deste ano, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A definição está em negociação nesta quarta-feira (28), durante reunião do colégio de líderes da Câmara dos Deputados.

Atualmente, a presidência da CMO está sob comando do União Brasil, representado pelo senador Efraim Filho (PB). No entanto, conforme o revezamento entre as Casas Legislativas, neste ano a indicação cabe à Câmara dos Deputados, o que abriu espaço para a mudança no comando da comissão.

De acordo com fontes que acompanham as tratativas, a escolha do PSD faz parte de um acordo firmado no início do mandato do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O entendimento previa que o partido assumiria a presidência da CMO em 2026, como parte da composição política entre as legendas.

A Comissão Mista de Orçamento é um dos colegiados mais estratégicos do Congresso, responsável por analisar o Orçamento da União, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e créditos adicionais. Por isso, a definição de seu comando costuma ser fruto de intensas negociações entre os partidos.

Enquanto o PSD avança para assumir a CMO, o União Brasil deve permanecer à frente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Atualmente, o colegiado é presidido pelo deputado Paulo Azi (BA), também filiado ao partido.

A manutenção do União Brasil na CCJ é vista por interlocutores como uma forma de compensação política diante da perda da presidência da Comissão Mista de Orçamento. A CCJ é considerada a principal comissão permanente da Câmara, responsável por analisar a constitucionalidade e a legalidade das propostas em tramitação.

As definições finais sobre o comando das comissões devem ser consolidadas ao longo das próximas reuniões entre os líderes partidários, conforme o avanço das negociações internas no Congresso Nacional.