Redação O Estado de S. Paulo | 28 de janeiro de 2026 - 08h00

Caiado se filia ao PSD e reforça pré-candidatura à Presidência

Governador de Goiás anuncia mudança de partido ao lado de Ratinho Júnior e Eduardo Leite

POLÍTICA
Ronaldo Caiado anuncia filiação ao PSD ao lado de Ratinho Júnior e Eduardo Leite, reforçando pré-candidatura à Presidência. - (Foto: Reprodução)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou na noite desta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, movimento que marca a saída do União Brasil e mantém viva sua pré-candidatura à Presidência da República. O anúncio foi feito ao lado dos governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que também se colocam como pré-candidatos ao Palácio do Planalto.

Durante o ato, Caiado defendeu a construção de um projeto coletivo dentro do partido e afirmou que haverá apoio mútuo entre os postulantes. “Aquele que for escolhido para ser candidato levará essa bandeira de resgate daquilo que o povo espera: caráter, honra e independência intelectual para governar esse país. O que sair daqui candidato terá o apoio dos demais”, declarou.

Eduardo Leite deu as boas-vindas a Caiado e afirmou que o momento não é de vaidades individuais. Segundo ele, divergências de pensamento são naturais, mas o foco deve estar em um projeto nacional. Ratinho Júnior seguiu a mesma linha e defendeu a necessidade de construir “um novo país”, a partir de uma agenda comum.

Mais cedo, em entrevista à rádio Nova Brasil, Caiado já havia antecipado a decisão de buscar uma nova legenda. Ele afirmou que comunicou previamente a saída ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto.

“Eu já informei o presidente do partido, o Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo, irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, afirmou o governador.

A mudança de sigla ocorre em meio às articulações para a sucessão presidencial e reflete o reposicionamento de Caiado no cenário nacional, após avaliar que não teria espaço no União Brasil para viabilizar sua candidatura.