Redação | 27 de janeiro de 2026 - 10h45

Dois suspeitos do caso Orelha estão nos EUA e devem voltar na próxima semana

Delegado diz que viagem de adolescentes era programada; polícia e MP seguem apurando morte do cão na Praia Brava em Florianópolis

CRIME
Caso da morte do cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, segue sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de Santa Catarina - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

Dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cão Orelha estão nos Estados Unidos e devem retornar ao Brasil na próxima semana. A informação é do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, que acompanha o caso. Segundo ele, a viagem dos jovens já estava marcada antes da repercussão do crime.

“Dois adolescentes foram alvos de busca e outros dois estão nos Estados Unidos e foram para lá em viagem, que segundo consta, era pré-programada e estão lá retornando na próxima semana”, disse o delegado. As defesas dos investigados não foram localizadas.

Na segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca relacionados ao caso, inclusive contra um adulto suspeito de ameaçar uma testemunha.

“Cumprimos um mandado de busca e apreensão em relação a um adulto que estaria na posse de uma arma durante a ameaça perpetrada com relação a uma testemunha. Nós não localizamos essa arma de fogo. Localizamos apenas uma quantidade de droga para o uso dentro da residência”, afirmou Ulisses Gabriel em vídeo divulgado pela corporação.

O objetivo das buscas é colher mais provas sobre as agressões ao animal e sobre possíveis pressões ou intimidações contra quem está colaborando com as investigações.

O que se sabe sobre a agressão - De acordo com a Polícia Civil, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis. O caso é tratado como crime contra animal e é acompanhado também pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Duas promotorias atuam no caso:

a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude

e a 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

Segundo o Ministério Público, Orelha sofreu agressões na região da cabeça e morreu durante o atendimento veterinário, mesmo após tentativas de reverter o quadro clínico.

A 10ª Promotoria de Justiça informou que “diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial”.