Lula brinca com Ancelotti e pede que técnico assuma o Corinthians após a Seleção
Encontro no Planalto reuniu presidente da República, treinador, Infantino e CBF para tratar da Copa Feminina de 2027
BASTIDORES DO FUTEBOLO presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, nesta segunda-feira (26), com o técnico Carlo Ancelotti, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro contou ainda com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, e teve como pauta principal a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
Em clima descontraído, Lula aproveitou o encontro para fazer um pedido bem-humorado ao treinador italiano, atualmente à frente da seleção brasileira. Torcedor declarado do Corinthians, o presidente sugeriu que Ancelotti assuma o clube paulista após o fim de seu contrato com a Seleção.
“Depois que você terminar o contrato com a seleção brasileira, por favor, vai treinar o Corinthians”, disse Lula, em tom de brincadeira.
Na sequência, o presidente elogiou a trajetória do treinador e destacou o peso de sua experiência no futebol mundial. “Você tem autoridade moral, nesse instante, que nenhum técnico brasileiro tem. Se você conseguir fazer isso, você pode ganhar a Copa do Mundo. Faça isso”, completou.
O encontro teve como foco central a preparação do país para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027, marcada para acontecer entre os dias 24 de junho e 25 de julho, em diferentes cidades brasileiras. A reunião discutiu aspectos institucionais do evento e o papel do torneio no desenvolvimento do futebol feminino no país.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a Copa pode representar um divisor de águas para a modalidade no Brasil. Segundo o presidente, o torneio tem potencial para “ser um marco para o futebol feminino”, além de fortalecer a prática esportiva e inspirar meninas e meninos em todo o território nacional.
Outro ponto abordado durante a reunião foi a utilização do evento como plataforma para discutir temas sociais. Entre eles, ganhou destaque a importância de ações de conscientização no combate à violência contra as mulheres, aproveitando a visibilidade internacional da competição.
A presença de Gianni Infantino reforçou o alinhamento entre o governo brasileiro e a Fifa na organização do torneio, considerado estratégico tanto do ponto de vista esportivo quanto social. Já a participação do presidente da CBF sinaliza o envolvimento direto da entidade máxima do futebol nacional na preparação do país para o Mundial.
Apesar do tom leve da conversa com Ancelotti, o encontro evidencia a tentativa do governo de associar grandes eventos esportivos a pautas estruturais, como inclusão, igualdade de gênero e desenvolvimento social, usando o futebol como ferramenta de transformação e projeção internacional do Brasil.