Carlos Guilherme | 26 de janeiro de 2026 - 09h50

Baliza deixa de ser exigida no exame prático da CNH em MS a partir de hoje; entenda o que muda

Com novas regras do Detran/MS, candidatos passam a ser avaliados apenas em percurso, têm margem maior para erros e pagam menos por exames médico e psicológico obrigatórios para tirar ou renovar a carteira

NOVAS REGRAS
Nova regra do Detran-MS elimina a baliza do exame prático da CNH - (Foto: Arquivo)

A partir desta segunda-feira (26), a prova prática para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso do Sul deixa de exigir a temida baliza. A mudança faz parte de um pacote de novas regras definido pelo Detran/MS, que também amplia a margem de erros permitida no exame de direção e reduz os valores dos exames médico e psicológico cobrados no processo de habilitação, renovação ou alteração de categoria.

Na prática, isso significa que, a partir de hoje, o candidato será avaliado somente em percurso, acompanhado por um examinador de trânsito, e terá uma tolerância maior para pequenos erros, desde que não cometa falta eliminatória. Ao mesmo tempo, o custo total dos exames de aptidão física e mental e da avaliação psicológica passa a seguir o teto nacional de R$ 180.

Baliza sai do roteiro da prova prática - O fim da baliza no exame prático está previsto na Portaria Detran-MS nº 202, divulgada na última terça-feira (20). O ato normativo altera diretamente a dinâmica da prova de direção aplicada pelo órgão em todo o Estado.

Baliza sai do exame prático em MS, margem de erros aumenta e exames médico e psicológico têm valores padronizados.

Com a nova regra, a etapa específica de baliza, em que o candidato precisava demonstrar domínio do veículo em manobra de estacionamento, deixa de integrar o roteiro oficiais dos testes. O foco da avaliação passa a ser exclusivamente o comportamento do condutor em circulação real, durante o percurso definido para o exame.

O candidato continua sendo acompanhado por um examinador de trânsito, responsável por verificar se o futuro motorista respeita as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sinaliza corretamente, observa a preferência, mantém distância segura e se adapta às condições da via, entre outros aspectos da condução.

Além de retirar a baliza do exame, também muda a forma de contabilizar erros na prova prática. Até então, o candidato podia perder no máximo três pontos. Agora, o limite sobe para dez pontos, desde que não haja infração considerada eliminatória.

A nova regra passa a adotar a mesma classificação de gravidade do CTB para os erros cometidos durante o exame:

infração leve: 1 ponto

infração média: 2 pontos

infração grave: 4 pontos

infração gravíssima: 6 pontos

Com isso, o avaliador registra cada falha de acordo com sua categoria. Se a soma atingir mais de dez pontos ou ocorrer uma falta eliminatória, o candidato é reprovado. Na prática, o modelo busca diferenciar melhor erros pontuais de condutas mais graves ao volante, aproximando a prova do sistema de pontuação usado para motoristas já habilitados.

As chamadas infrações eliminatórias continuam sendo aquelas consideradas incompatíveis com a segurança no trânsito, como situações de risco grave a outros condutores ou pedestres. Mesmo com a margem maior para falhas, esse tipo de conduta segue sem qualquer tolerância na avaliação.

As mudanças não se limitam à forma de avaliar a direção. Quem precisa tirar, renovar ou alterar a CNH em Mato Grosso do Sul também passa a pagar menos pelos exames obrigatórios de saúde. Está valendo desde a última sexta-feira (23) novos valores do exame médico e da avaliação psicológica, seguindo determinação do Governo Federal.

As medidas buscam, ao mesmo tempo, modernizar a forma de avaliação dos candidatos e tornar o processo menos oneroso para quem precisa estar com a CNH em dia

A medida começa a valer a partir de sexta-feira (23) e fixa novos preços para os procedimentos exigidos no processo de habilitação. O exame de aptidão física e mental foi estabelecido em R$ 75, enquanto a avaliação psicológica passa a custar R$ 105. Somados, os dois serviços chegam a R$ 180, que é o teto máximo permitido em todo o país.

Ou seja, qualquer pessoa que der entrada na CNH, ou que precisar renová-la ou mudar de categoria, passa a ter esses valores como referência oficial no Detran/MS, sem cobranças adicionais acima desse limite.