Caroline Aragaki | 25 de janeiro de 2026 - 21h30

Trump acusa democratas de barrar ações do ICE e cobra fim das chamadas cidades santuário

Presidente associa resistência de governos locais a mortes recentes e pressiona Congresso por nova lei

INTERNACIONAL
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste domingo (25) cidades e Estados governados por democratas de se recusarem a cooperar com o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE). As declarações foram feitas em publicações na rede Truth Social, um dia após a morte de Alex Pretti, de 51 anos, baleado por agentes federais em Minneapolis, no sábado (24).

Segundo Trump, administrações democratas estariam dificultando operações federais de imigração e incentivando a obstrução das ações do ICE. “Os democratas estão, na verdade, encorajando agitadores da esquerda a obstruírem ilegalmente as operações do ICE para prender as piores pessoas”, escreveu. Para o presidente, essas políticas colocam “imigrantes ilegais criminosos acima dos cidadãos que pagam impostos e obedecem à lei”.

O republicano também relacionou o que chamou de “caos” à morte de cidadãos americanos. Trump afirmou que “tragicamente, dois cidadãos americanos perderam suas vidas como resultado desse caos causado pelos democratas”. Além de Alex Pretti, ele citou o caso de Renee Good, de 37 anos, que morreu em 7 de janeiro após um agente do ICE disparar contra o veículo em que ela estava.

Em contraponto, Trump exaltou Estados governados por republicanos. Segundo ele, Texas, Geórgia, Flórida, Tennessee e Louisiana prenderam juntos 150.245 “imigrantes ilegais criminosos” no último ano, sem registros de protestos ou confrontos. “Por quê? Porque a Polícia Local e o ICE estão cooperando e trabalhando juntos”, afirmou.

O presidente também voltou a criticar duramente a gestão do ex-presidente Joe Biden e do Partido Democrata. De acordo com Trump, durante os quatro anos do governo anterior, “dezenas de milhões de imigrantes ilegais criminosos invadiram nosso país”, incluindo pessoas condenadas por crimes graves, como assassinato, estupro, sequestro, tráfico de drogas e terrorismo.

Na avaliação do republicano, o tema da imigração foi decisivo para o resultado das últimas eleições legislativas. Trump disse que o partido conquistou maioria na Câmara e no Senado ao prometer fechar a fronteira e promover “a maior deportação em massa de imigrantes ilegais criminosos da história americana”.

Pressão contra cidades santuário

Em outra publicação, Trump afirmou que vai pressionar o Congresso a aprovar imediatamente uma lei para acabar com as chamadas “cidades santuário”. Essas localidades adotam legislações que ampliam garantias a imigrantes, incluindo restrições à cooperação automática com autoridades federais de imigração.

Para o presidente, esse modelo é responsável pelos problemas apontados. “As cidades americanas devem ser santuários seguros apenas para cidadãos americanos que obedecem à lei, não para criminosos imigrantes ilegais que violaram as leis da nossa nação”, escreveu.