Copa do Mundo Feminina 2027 ganha logomarca e projeta novo patamar para o Brasil
Evento no Rio marca início da contagem regressiva para o primeiro Mundial feminino da história na América do Sul
FUTEBOL FEMININOA Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, teve sua logomarca oficial apresentada neste domingo, no Rio de Janeiro. O lançamento simboliza o início de uma nova etapa de preparação para o torneio, que pela primeira vez será realizado na América do Sul, e amplia as expectativas em torno do desenvolvimento do futebol feminino no país.
Presente ao evento, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, afirmou que a competição pode representar um ponto decisivo para a modalidade no Brasil. Segundo o dirigente, a nova gestão da entidade aposta em uma política de maior investimento e valorização das atletas.
“Em primeiro lugar, o recado aos clubes é que acreditem no futebol feminino. Essa nova gestão vem com um pensamento diferente de investimento e valorização, pelo que elas vêm fazendo há anos”, declarou Xaud. Ele também ressaltou as dificuldades enfrentadas historicamente pelas jogadoras. “Elas começaram sem apoio, sem investimento. Agora chegamos a um momento ímpar, um divisor de águas com esse evento que vai acontecer aqui no Brasil”, completou.
Samir Xaud assumiu a presidência da CBF em maio, substituindo Ednaldo Rodrigues. A Copa do Mundo Feminina está prevista para ocorrer entre junho e julho de 2027, com o Brasil como país-sede.
Responsável pelo comando técnico da seleção brasileira feminina, Arthur Elias avaliou que o planejamento segue dentro do esperado. Para ele, o período até o Mundial é suficiente para consolidar o trabalho com o elenco, que passa por um processo de renovação e integração entre atletas jovens e experientes.
“Um ano e meio no futebol é muita coisa. Temos jogadoras jovens, jogadoras que retornaram à seleção. O Brasil está na etapa em que tinha que estar. Se a Copa fosse hoje, jogaríamos hoje. Estou confiante. Temos tempo de preparação e vamos usar da melhor maneira”, afirmou o treinador.
O lançamento da logomarca também contou com a presença de Jill Ellis, diretora da Fifa e bicampeã mundial como técnica da seleção dos Estados Unidos. Ela destacou o desafio natural de jogar em casa, mas avaliou que o Brasil tem condições de chegar competitivo ao torneio.
“Eu conheço a pressão. O Brasil fez um bom trabalho ao unir jogadoras jovens com experientes. Deve ser um time duro e, com a torcida em casa, pode ter sucesso”, analisou.