Procon apreende mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação no Centro de Campo Grande
Loja já havia sido autuada em 2025 por irregularidades semelhantes e caso será investigado pela Polícia Civil
DEFESA DO CONSUMIDORMais de 1.200 pares de tênis com fortes indícios de falsificação foram apreendidos durante uma fiscalização do Procon Mato Grosso do Sul realizada nesta sexta-feira (23), em uma loja varejista localizada no Centro de Campo Grande. A ação ocorreu após denúncia e resultou na retirada imediata dos produtos do mercado.
Segundo o Procon, ao todo foram apreendidos 1.212 pares de calçados de diferentes marcas, modelos e tamanhos. Durante a vistoria, os fiscais constataram uma série de irregularidades, entre elas a ausência de nota fiscal de origem, falta de informações obrigatórias nas embalagens — como numeração e identificação do fabricante — e indícios claros de contrafação.
Os tênis apreendidos imitavam características visuais de marcas consolidadas no mercado, o que levantou suspeita de reprodução não autorizada de marcas registradas. Diante disso, o Procon informou que o caso será encaminhado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo (Decon), que ficará responsável por apurar eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
Os produtos recolhidos durante a operação serão destinados à Receita Federal, conforme os procedimentos legais aplicáveis em casos de mercadorias suspeitas de falsificação.
Reincidência - Esta não foi a primeira vez que o estabelecimento entrou na mira da fiscalização. Em maio do ano passado, a mesma loja já havia sido autuada pelo Procon por irregularidades semelhantes. Na ocasião, foram identificados problemas como a não emissão de nota fiscal, publicidade considerada enganosa sobre formas de pagamento, alvará de funcionamento vencido e reincidência na comercialização de produtos falsificados.
Para o Procon, a reincidência agrava a situação do estabelecimento e reforça a necessidade de medidas mais rigorosas para coibir práticas que lesam diretamente o consumidor e o mercado formal.
O órgão reforça que a comercialização e a compra de produtos falsificados configuram crime e alimentam práticas ilegais, além de prejudicar o consumidor, que fica sem garantias de qualidade, segurança e assistência.
A orientação é para que a população denuncie situações suspeitas e exija sempre a nota fiscal no momento da compra, instrumento fundamental para assegurar direitos em caso de troca, defeito ou reclamação.