Vanessa Araujo | 23 de janeiro de 2026 - 16h05

Malafaia e Paulo Figueiredo trocam ataques após pastor apoiar Tarcísio para o Planalto

Críticas públicas nas redes expõem divisão no campo bolsonarista sobre sucessão presidencial

DISPUTA NA DIREITA
Malafaia e Paulo Figueiredo trocaram críticas públicas após divergência sobre apoio à Presidência. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo protagonizaram uma troca pública de críticas nesta quinta-feira (22), na rede social X, após o líder religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República. A posição contrariou aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nome defendido por parte do bolsonarismo para a disputa ao Palácio do Planalto.

A divergência ganhou força depois de uma entrevista de Malafaia ao SBT News, na qual ele afirmou que Tarcísio seria o nome mais viável da direita para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação do pastor, a eventual candidatura de Flávio Bolsonaro não conseguiu mobilizar o eleitorado conservador.

Segundo Malafaia, a derrota de Lula exigiria a construção de uma frente ampla, capaz de unir centro e direita, algo que, em sua visão, Tarcísio teria mais condições de liderar. A declaração gerou reação imediata de Paulo Figueiredo, que publicou considerar “triste” que o pastor tivesse apostado no “cavalo errado”, em referência ao apoio ao governador paulista.

A resposta de Malafaia veio também pelas redes sociais. O pastor classificou Figueiredo como “frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias” e ironizou o fato de o influenciador morar nos Estados Unidos. “Fácil é ficar nos EUA atacando Alexandre de Moraes e quem pensa diferente”, escreveu, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal.

Paulo Figueiredo reagiu com ironia e afirmou que Malafaia teria ficado “doído com a primeira verdade que ouviu”. Segundo ele, esse tipo de reação não o afeta. A troca de farpas continuou, com o pastor desafiando o influenciador para um debate público.

Na sequência, Malafaia citou o avô de Paulo Figueiredo, o ex-presidente João Figueiredo, último general a governar o Brasil durante o regime militar. O pastor afirmou que o ex-presidente foi ministro nos governos de Emílio Garrastazu Médici, a quem classificou como “o maior torturador de todos”, e de Ernesto Geisel, que, segundo ele, não tolerava opiniões divergentes.

Paulo Figueiredo respondeu aceitando o desafio para o debate e ironizou o pastor ao afirmar que ele confundiu seu avô com seu pai. Segundo o influenciador, seu pai era civil, e não militar, como sugerido na crítica.

O embate evidencia tensões internas entre aliados do bolsonarismo em torno da definição de um nome para a sucessão presidencial. Este é o segundo confronto recente envolvendo Silas Malafaia e figuras próximas ao campo conservador. Nas últimas semanas, o pastor também atacou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), após ela divulgar nomes de pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

A troca de acusações reforça o clima de fragmentação entre lideranças que, até recentemente, atuavam de forma alinhada no espectro político da direita brasileira.

O pastor Silas Malafaia e o influenciador Paulo Figueiredo trocaram críticas nesta quinta-feira, 22, no X, após o líder religioso defender a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência da República, em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevista ao SBT News, Malafaia afirmou que Tarcísio deve ser o nome da direita na disputa pelo Palácio do Planalto. Na avaliação do pastor, a candidatura de Flávio Bolsonaro "não empolgou a direita". Segundo ele, derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exige a formação de uma frente que reúna centro e direita - articulação que, em sua leitura, Tarcísio teria mais capacidade de liderar.

A troca de críticas teve início depois que Figueiredo publicou em seu perfil no X considerar "triste" que Malafaia tenha apostado no 'cavalo errado", em referência ao apoio ao governador paulista.

Na sequência, Malafaia recorreu ao X para rebater. Classificou o influenciador como 'frouxo e falastrão que não suporta ideias contrárias' e ironizou que 'fácil é ficar nos EUA atacando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e aqueles que pensam diferente".

Em seguida, Figueiredo reagiu com ironia. Disse que Malafaia teria ficado "doído com a primeira verdade que ouviu" e acrescentou que "pitis" desse tipo não o afetam.

Malafaia voltou a reagir e desafiou Figueiredo para um debate. Na sequência, citou o avô do influenciador, o ex-presidente João Figueiredo, ao afirmar que ele foi ministro nos governos Emílio Garrastazu Médici - a quem o pastor classificou como "o maior torturador de todos" - e Ernesto Geisel, que, segundo Malafaia, não "suportava opiniões contrárias".

Paulo Figueiredo respondeu afirmando que aceitava o debate e ironizou o pastor ao dizer que Malafaia confundiu seu avô, o ex-presidente João Figueiredo, com seu pai, que, segundo o influenciador, era civil.

O confronto entre o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é o segundo envolvendo aliados do bolsonarismo nas últimas semanas. Antes, Malafaia havia atacado a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) por divulgar nomes de pastores e igrejas citados em investigações sobre descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).