Ricardo Magatti e Rodrigo Sampaio | 23 de janeiro de 2026 - 12h45

Leila Pereira vai processar torcedores por pichação e acusações em muro do Palmeiras

Presidente do clube afirma ter sido vítima de calúnia e difamação após vandalismo no Allianz Parque

FUTEBOL PAULISTA
Muro da sede do Palmeiras foi pichado após derrota no Paulistão; clube e presidente prometem medidas judiciais. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, decidiu entrar na Justiça contra torcedores envolvidos na pichação de um dos muros da sede do clube, em São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira (21), horas depois da derrota do time alviverde para o Novorizontino por 4 a 0, pelo Campeonato Paulista. As mensagens escritas no local atribuíram condutas criminosas à dirigente e levantaram questionamentos sobre a gestão do clube.

Entre as frases pichadas estava “Leila, seu negócio é roubar”, afirmação que, segundo a presidente, configura crime de calúnia e difamação. As inscrições também traziam críticas diretas ao elenco e à comissão técnica, com dizeres como “Cadê o planejamento”, “time sem vergonha”, “Abel acabou a magia” e “2025 de novo”.

A Polícia Civil identificou quatro homens envolvidos diretamente na ação. De acordo com informações apuradas pelo jornal O Estado de S. Paulo, um dos suspeitos possui histórico de envolvimento em episódios de violência ligados a torcidas organizadas. O boletim de ocorrência confirma a participação inicial de quatro pessoas no vandalismo.

Imagens captadas por câmeras de segurança instaladas na parte superior do Allianz Parque, na Rua Palestra Itália, foram fundamentais para a identificação dos suspeitos. Os registros mostram os indivíduos utilizando roupas de frio, com os rostos encobertos, enquanto afastavam o gradil de proteção da arena para acessar o muro e realizar a pichação.

O trabalho de inteligência da 6ª Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) apontou ainda a participação de uma quinta pessoa, identificada após análise detalhada das imagens. A investigação também localizou o veículo usado na fuga dos autores, que seguiram em direção à Rua Caraíbas após a aproximação de uma viatura da Polícia Militar.

Além da iniciativa judicial de Leila Pereira, o Palmeiras registrou a ocorrência como crime ambiental de pichação contra edificação ou monumento urbano. O clube avalia medidas administrativas contra os envolvidos, incluindo a exclusão do programa Avanti, caso sejam sócios-torcedores, e o bloqueio dos CPFs no sistema de venda de ingressos para jogos em que o Palmeiras atue como mandante.

O muro vandalizado já foi restaurado, e todas as inscrições foram removidas. Em nota interna, o clube reforçou que não compactua com atos de violência ou vandalismo e que tomará providências para coibir esse tipo de comportamento.

O episódio ocorre em um momento delicado para o time dentro de campo. A goleada sofrida diante do Novorizontino, em Novo Horizonte, foi a pior derrota do Palmeiras desde a chegada do técnico português Abel Ferreira, em outubro de 2020. O clube não perdia por quatro gols de diferença havia quase 11 anos.

Mesmo com o resultado negativo, o Palmeiras ocupa a terceira colocação do Campeonato Paulista, com nove pontos somados em quatro partidas. O próximo compromisso da equipe será no sábado, em clássico contra o São Paulo, marcado para a Arena Barueri.