Leila Pereira vai processar torcedores por pichação e acusações em muro do Palmeiras
Presidente do clube afirma ter sido vítima de calúnia e difamação após vandalismo no Allianz Parque
FUTEBOL PAULISTAA presidente do Palmeiras, Leila Pereira, decidiu entrar na Justiça contra torcedores envolvidos na pichação de um dos muros da sede do clube, em São Paulo. O caso ocorreu na madrugada de quarta-feira (21), horas depois da derrota do time alviverde para o Novorizontino por 4 a 0, pelo Campeonato Paulista. As mensagens escritas no local atribuíram condutas criminosas à dirigente e levantaram questionamentos sobre a gestão do clube.
Entre as frases pichadas estava “Leila, seu negócio é roubar”, afirmação que, segundo a presidente, configura crime de calúnia e difamação. As inscrições também traziam críticas diretas ao elenco e à comissão técnica, com dizeres como “Cadê o planejamento”, “time sem vergonha”, “Abel acabou a magia” e “2025 de novo”.
A Polícia Civil identificou quatro homens envolvidos diretamente na ação. De acordo com informações apuradas pelo jornal O Estado de S. Paulo, um dos suspeitos possui histórico de envolvimento em episódios de violência ligados a torcidas organizadas. O boletim de ocorrência confirma a participação inicial de quatro pessoas no vandalismo.
Imagens captadas por câmeras de segurança instaladas na parte superior do Allianz Parque, na Rua Palestra Itália, foram fundamentais para a identificação dos suspeitos. Os registros mostram os indivíduos utilizando roupas de frio, com os rostos encobertos, enquanto afastavam o gradil de proteção da arena para acessar o muro e realizar a pichação.
O trabalho de inteligência da 6ª Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) apontou ainda a participação de uma quinta pessoa, identificada após análise detalhada das imagens. A investigação também localizou o veículo usado na fuga dos autores, que seguiram em direção à Rua Caraíbas após a aproximação de uma viatura da Polícia Militar.
Além da iniciativa judicial de Leila Pereira, o Palmeiras registrou a ocorrência como crime ambiental de pichação contra edificação ou monumento urbano. O clube avalia medidas administrativas contra os envolvidos, incluindo a exclusão do programa Avanti, caso sejam sócios-torcedores, e o bloqueio dos CPFs no sistema de venda de ingressos para jogos em que o Palmeiras atue como mandante.
O muro vandalizado já foi restaurado, e todas as inscrições foram removidas. Em nota interna, o clube reforçou que não compactua com atos de violência ou vandalismo e que tomará providências para coibir esse tipo de comportamento.
O episódio ocorre em um momento delicado para o time dentro de campo. A goleada sofrida diante do Novorizontino, em Novo Horizonte, foi a pior derrota do Palmeiras desde a chegada do técnico português Abel Ferreira, em outubro de 2020. O clube não perdia por quatro gols de diferença havia quase 11 anos.
Mesmo com o resultado negativo, o Palmeiras ocupa a terceira colocação do Campeonato Paulista, com nove pontos somados em quatro partidas. O próximo compromisso da equipe será no sábado, em clássico contra o São Paulo, marcado para a Arena Barueri.