Redação | 23 de janeiro de 2026 - 08h27

PF apura aplicação irregular de R$ 970 milhões de fundo previdenciário

Operações financeiras sob suspeita teriam exposto aposentadorias de servidores a risco elevado, segundo a Polícia Federal

INVESTIGAÇÃO
Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro - (Foto: PFRJ)

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (23), a operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo recursos de uma autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as movimentações financeiras teriam colocado em risco um volume significativo do patrimônio da autarquia, de forma considerada incompatível com a finalidade previdenciária do fundo.

Durante a ação, os policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A investigação teve início em novembro de 2025 e apura nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Nesse período, aproximadamente R$ 970 milhões pertencentes à autarquia foram aplicados em Letras Financeiras emitidas por um banco privado.

De acordo com a Polícia Federal, o foco da apuração é verificar se essas aplicações foram feitas de forma irregular e se expuseram os recursos previdenciários a um nível de risco considerado elevado.

O trabalho investigativo contou com apoio técnico da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS). O órgão elaborou um Relatório de Auditoria Fiscal, que serviu de base para o avanço das investigações.

Crimes apurados - Os investigados poderão responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor. Também são apuradas possíveis práticas de associação criminosa e corrupção passiva.

As investigações seguem em andamento.