Redação C2 | 22 de janeiro de 2026 - 19h30

Roger Waters diz temer ser morto por críticas a Donald Trump

Fundador do Pink Floyd afirma que posições políticas podem colocá-lo em risco nos EUA

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Roger Waters durante apresentação; músico afirma temer represálias por críticas ao presidente dos EUA. - (Foto: Matheus Veloso/Metrópoles)

O músico britânico Roger Waters, de 82 anos, fundador da banda Pink Floyd, afirmou em entrevista recente que teme ser morto em razão de suas posições políticas contrárias ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante conversa com o jornalista britânico Piers Morgan e repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar os Estados Unidos, Waters disse acreditar que suas críticas públicas ao atual presidente norte-americano podem torná-lo alvo de violência. “Ele poderia mandar homens mascarados atirarem na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com quem discorda dele”, afirmou o músico.

Conhecido por manter um posicionamento político alinhado à esquerda, Waters costuma levar discursos e mensagens políticas para o palco, prática recorrente ao longo de sua carreira solo. Na entrevista, ele voltou a fazer críticas diretas a Trump, usando palavras duras para definir o presidente. “Ele é obviamente muito mau, mas agora além de ser muito mau, ele também é demente. Ele sempre foi um verdadeiro canalha. Tudo o que ele já fez é horrível em todos os sentidos”, declarou.

O artista também questionou a autenticidade do discurso do ex-presidente norte-americano e do movimento conservador que o apoia. “Você pode pensar que Donald Trump é um cara legal, Maga, movimento Make America Great Again, toda essa baboseira, mas ele não acredita em nada disso”, disse Waters.

Além das críticas à política interna dos Estados Unidos, Roger Waters é um defensor declarado da causa palestina e, há anos, condena ações do governo de Israel. Por conta desse posicionamento, o músico já foi acusado de antissemitismo, acusações que ele nega, afirmando que suas críticas são direcionadas a governos e políticas de Estado, e não a povos ou religiões.

No Brasil, Waters também protagonizou manifestações políticas. Em 2018, durante um show em Brasília, exibiu mensagens contrárias ao então candidato Jair Bolsonaro, o que gerou reações divididas entre o público e forte repercussão nacional.

A última passagem de Roger Waters pelo país ocorreu em 2023, quando apresentou a turnê This Is Not a Drill, com shows em diversas capitais brasileiras. Mesmo aos 82 anos, o músico segue ativo artisticamente e mantém um discurso político contundente, que continua provocando debates e controvérsias ao redor do mundo.