Após pressão da OAB/MS, Agepen libera consulta de presos por WhatsApp
Advogados passam a receber localização de custodiados pela Ouvidoria da Agepen; medida é provisória até novo sistema
TECNOLOGIAAdvogados que atuam na área criminal em Mato Grosso do Sul agora podem saber onde está seu cliente preso diretamente pelo WhatsApp. Depois de uma cobrança da OAB/MS, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) abriu um canal via Ouvidoria para informar a localização de pessoas custodiadas e o melhor horário para entrevista reservada.
A mudança veio após a Ordem questionar um novo regramento interno da Agepen que restringia o repasse de informações sobre local de custódia e horário de banho de sol dos detentos. Na avaliação da OAB/MS, a regra atrapalhava o exercício das prerrogativas da Advocacia, como o direito de falar com o preso de forma reservada.
O secretário-geral e corregedor-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, afirma que a entidade atuou logo que soube da restrição. "A Agepen passou a oferecer um canal exclusivo para a Advocacia, com informações em tempo real sobre onde o detento está e quando o advogado pode atendê-lo", informa. Para Luiz Renê, a solução ajuda a garantir as prerrogativas profissionais.
O conselheiro estadual e presidente da Comissão da Advocacia Criminal, Lucas Arguelho Rocha, também destacou que a saída foi construída após diálogo entre as comissões da Advocacia Criminal, de Execução Penal e do Sistema Carcerário com a direção da Agepen. A medida é tratada como temporária, até que o órgão conclua um novo sistema informatizado, baseado em inteligência artificial, que deve concentrar essas consultas no futuro.
Como funciona o atendimento - O atendimento da Agepen à Advocacia é feito pela Ouvidoria, pelo WhatsApp (67) 9971-4323. Para receber as informações, o advogado precisa enviar fotos da frente e do verso da carteira da OAB válida. A Ouvidoria faz a conferência interna do registro e, só depois disso, informa a localização do preso e o horário indicado para entrevista.
A confirmação do atendimento ao custodiado, no entanto, continua sendo feita diretamente com a unidade penal onde ele está preso.