Denise Luna | 22 de janeiro de 2026 - 09h35

Operação contra quadrilha que furtava petróleo em oleodutos prende sete em seis estados

Investigação aponta esquema com perfuração clandestina de dutos da Transpetro, caminhões-tanque e uso de empresas de fachada para esquentar o produto

HARAS DO CRIME
Operação Haras do Crime mobiliza Polícia Civil em seis estados contra quadrilha suspeita de furtar petróleo de oleodutos da Transpetro. - (Foto: Divulgação)

Sete pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) na operação Haras do Crime, que mira uma quadrilha especializada no furto de petróleo de oleodutos da Transpetro. A ação, coordenada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil, é realizada ao mesmo tempo em seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

De acordo com as investigações, o grupo agia de forma organizada, com divisão de funções e atuação para além do território fluminense. A polícia cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão e tenta interromper de imediato o funcionamento do esquema.

A apuração mostra que o crime seguia um ciclo bem definido. Primeiro, os oleodutos eram perfurados de forma clandestina, sob proteção de homens armados. Depois, o petróleo era retirado e levado em caminhões-tanque por rotas interestaduais, em total situação de transporte ilegal. Para dar aparência de legalidade, o produto era vendido com notas fiscais falsas emitidas por empresas de fachada.

Os investigadores também identificaram tentativas de atrapalhar o trabalho policial, como intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos usados na perfuração e retirada de petróleo. Esses fatores teriam dificultado o avanço de fases anteriores da investigação.

Segundo a Polícia Civil, parte do combustível era extraída em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense, área cortada por um trecho do oleoduto da Transpetro. O imóvel pertence a uma família de contraventores, o que, de acordo com a polícia, ajudou a manter as atividades ilegais por mais tempo, com menor fiscalização.

Ainda conforme a corporação, os presos nesta etapa da operação já respondem como réus em outros processos criminais. As investigações continuam para identificar mais envolvidos e rastrear possíveis ramificações da quadrilha em outros estados.