Carlos Guilherme | 21 de janeiro de 2026 - 14h00

Com tomate em queda, cesta básica tem redução de 2,16% em Campo Grande

Tomate, batata e arroz puxam redução de R$ 17 na média semestral, aponta Conab em parceria com o Dieese

ALIMENTAÇÃO
Gastos com comida continuam subindo, mas desaceleração do grupo no IPCA-15 é puxada por recuos em itens básicos como frutas, arroz e tomate - (Foto: ABrasil)

Campo Grande fechou o segundo semestre de 2025 com a cesta básica um pouco mais barata. De julho a dezembro, o conjunto de alimentos essenciais ficou 2,16% mais em conta na Capital, o que representa uma redução média de R$ 17,12 no bolso do consumidor, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os dados fazem parte da Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, feita em parceria entre a Conab e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desde 20 de agosto de 2025, quando o acordo foi formalizado, o levantamento passou a acompanhar os preços em todas as 27 capitais brasileiras.

Na Capital, a queda foi puxada principalmente por produtos que pesam muito na feira do mês:

Tomate: queda de 36,69%

Batata: queda de 27,27%

Arroz: queda de 18,20%

Açúcar: queda de 12,32%

Café: queda de 3,83%

Essas reduções ajudaram a aliviar, ainda que de forma limitada, o orçamento das famílias campo-grandenses, sobretudo das que vivem com renda mais apertada e gastam boa parte do dinheiro com alimentação.

Conab vê efeito da política agrícola - Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, a queda da cesta básica nas 27 capitais não é um movimento isolado. Ele relaciona o recuo ao conjunto de ações na área agrícola. “Essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o Governo do Brasil vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.

Pretto cita os Planos Safra, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar, que vêm registrando valores recordes, com mais crédito e juros subsidiados.

Segundo ele, o resultado direto é “a maior safra da série histórica”, o que significa mais comida disponível e, como consequência, preços mais acessíveis para a população nas gôndolas dos mercados.

Quando itens como tomate, batata, arroz, açúcar e café caem de preço juntos, o impacto é sentido no prato de quem compra o básico todo mês. Mesmo uma redução de R$ 17 na média semestral da cesta pode fazer diferença para famílias que vivem fazendo conta para fechar o mês.