Carlos Guilherme | 21 de janeiro de 2026 - 12h30

Com apreensões em MS, Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro

Agência vetou nesta quarta-feira (21) a tirzepatida e retatrutida sem registro no País enquanto aumenta o contrabando nas rodovias do Estado

SAÚDE
Apreensão de "canetas emagrecedoras" em rodovia de Mato Grosso do Sul; Anvisa proibiu produtos à base de tirzepatida e retatrutida vendidos sem registro no país. - (Foto: Arquivo)

Os chamados “medicamentos para emagrecer” à base de tirzepatida e retatrutida, vendidos como canetas injetáveis, foram proibidos pela Anvisa em todo o país. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (21), atinge os produtos com tirzepatida das marcas Synedica e TG e todos os medicamentos com retatrutida, de qualquer marca e lote. Estão vetadas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e o uso desses itens.

Essas canetas ficaram conhecidas como “emagrecedoras do Paraguai” e são vendidas principalmente em perfis no Instagram. Segundo a Anvisa, elas são produzidas por empresas desconhecidas e colocadas no mercado “sem registro, notificação ou cadastro” junto ao órgão regulador.

Por serem irregulares e de origem desconhecida, a agência afirma que “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”. No comunicado, a orientação é direta: esses produtos não podem ser usados “em nenhuma hipótese”.

Apreensão de “canetas emagrecedoras” em rodovia de Mato Grosso do Sul; Anvisa proibiu produtos à base de tirzepatida e retatrutida vendidos sem registro no país - (Foto: Arte A Crítica)

Contrabando cresce em Mato Grosso do Sul - A proibição acontece em um momento em que o transporte ilegal dessas canetas vem se intensificando nas rodovias de Mato Grosso do Sul, em especial na região de fronteira com o Paraguai. O cenário já mobiliza forças de segurança do Estado.

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que, desde 2025, mais de 3 mil caixas desses produtos foram retiradas de circulação, cada uma com cerca de quatro unidades. Só nos primeiros 15 dias de 2026, 189 caixas foram apreendidas, o que indica que o esquema continua ativo e em expansão.

A maior parte das apreensões ocorre em abordagens do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e do Batalhão da Polícia Militar Rodoviária (BPMRv). Os medicamentos costumam ser transportados escondidos entre outras mercadorias ilegais, como eletrônicos, perfumes e cigarros.

Com a nova decisão da Anvisa, todos os produtos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de qualquer medicamento com retatrutida, passam a ser considerados irregulares no país e não podem ser vendidos, divulgados ou utilizados.