Salineiro critica veto de Adriane e diz que taxa do lixo pesa no bolso da população
Vereador afirma que cobrança é excessiva e defende que Câmara derrube veto ao projeto
CAPITALA polêmica em torno da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares deve voltar ao centro do debate na Câmara Municipal de Campo Grande nas próximas semanas. Isso porque os vereadores ainda vão decidir se mantêm ou derrubam o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto aprovado pelo Legislativo que suspendia os efeitos do decreto que reajustou a cobrança para 2026.
Na avaliação de André Salineiro, o veto ignora a realidade econômica da cidade e mantém um modelo de cobrança que penaliza quem já enfrenta dificuldades para fechar as contas. Segundo o parlamentar, o aumento aplicado por meio do decreto elevou de forma significativa os valores pagos junto ao IPTU, sem considerar a capacidade financeira dos contribuintes.
“O problema não é só a taxa existir, mas o quanto ela pesa no orçamento das famílias e dos pequenos negócios. A Câmara tentou corrigir distorções claras, mas o veto mantém uma cobrança alta, baseada em critérios que não refletem a realidade de quem vive em Campo Grande”, afirmou.
O projeto barrado pela prefeita previa a suspensão do decreto editado em 2025, o retorno ao antigo mapa socioeconômico imobiliário e a devolução de valores cobrados a mais com base nas novas classificações. Hoje, a taxa varia conforme o padrão do imóvel: enquanto residências classificadas como Baixo Inferior pagam cerca de R$ 0,25 por metro quadrado ao ano, imóveis enquadrados como Alto Superior podem chegar a R$ 12,60 por metro quadrado.
Salineiro também contestou o argumento de que o Legislativo teria extrapolado suas funções ao aprovar a proposta. Para ele, cabe à Câmara fiscalizar e intervir sempre que uma cobrança se torne excessiva para a população.
“Quando um imposto ou taxa começa a pesar demais no bolso do contribuinte, o Legislativo não pode ficar de braços cruzados. Nosso papel é discutir, fiscalizar e proteger quem paga a conta”, reforçou.