Vanessa Araujo | 19 de janeiro de 2026 - 11h45

PL aposta em Flávio Bolsonaro e trata candidatura ao Planalto como irreversível

Presidente do partido afirma que senador é nome viável, enquanto direita tenta evitar racha eleitoral

ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ganha espaço no PL e é tratado como nome definido para disputar a Presidência em 2026 - (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República está consolidada dentro do partido e não deve sofrer recuos. Segundo ele, o projeto eleitoral do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é “viável e irreversível”.

A declaração ocorre em meio às primeiras pesquisas de intenção de voto para 2026 e ao movimento da direita para definir um nome competitivo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Cenários eleitorais e números - Levantamento Genial/Quaest, divulgado em 14 de janeiro, mostra Lula à frente nos cenários testados. Em um eventual segundo turno, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores, entre os dias 8 e 11 de janeiro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

Apesar da diferença, aliados do PL avaliam que o desempenho do senador indica potencial de crescimento, especialmente com a consolidação do eleitorado conservador.

Mesmo com o respaldo do PL, a candidatura de Flávio enfrenta resistência entre partidos do Centrão. Dirigentes dessas siglas avaliam impactos regionais e mantêm cautela antes de fechar apoio formal. Dentro desse grupo, ainda circula como alternativa o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Aliados de Tarcísio reconhecem o espaço político conquistado por Flávio, mas não descartam a viabilidade do governador em uma eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

O próprio Flávio Bolsonaro tem adotado um discurso público de pacificação e união entre os principais nomes do campo conservador. No último sábado (17), o senador afirmou que sua decisão de concorrer “não tem volta”, mas defendeu convergência entre lideranças da direita.

Durante o pronunciamento, ele citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas como aliados estratégicos.

Segundo Flávio, a direita precisa superar disputas internas para enfrentar o PT nas urnas. Ele também alertou apoiadores para não alimentarem conflitos entre aliados.