Da Redação | 19 de janeiro de 2026 - 09h35

Extrema direita avança e André Ventura vai ao segundo turno presidencial em Portugal

Candidato do Chega surpreende nas urnas e enfrentará nome da centro-esquerda em fevereiro

MUNDO
André Ventura avançou ao segundo turno e consolidou o crescimento da extrema direita em Portugal - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O candidato da extrema direita em Portugal, André Ventura, avançou ao segundo turno das eleições presidenciais realizadas neste domingo (18), em um resultado que redesenha o cenário político do país e confirma o crescimento de forças populistas na Europa.

Com quase 98% das urnas apuradas, Ventura, líder do partido Chega, ficou em segundo lugar, com 24% dos votos, atrás do socialista António José Seguro, que liderou a disputa com cerca de 31%. Como nenhum dos concorrentes atingiu a maioria absoluta, os dois mais votados voltam a se enfrentar no segundo turno, marcado para 8 de fevereiro.

O desempenho de Ventura foi considerado um dos principais fatos da eleição. Fundado há apenas seis anos, o Chega vem ampliando sua presença política e, no ano passado, já havia se tornado a segunda maior bancada do Parlamento português. O resultado deste domingo reforça essa trajetória de crescimento e coloca a extrema direita mais próxima do comando do país.

A eleição também reflete um movimento observado em outras democracias europeias, onde partidos nacionalistas e de discurso duro contra imigração e elites tradicionais vêm ganhando espaço, como ocorre na França, Alemanha, Itália e Espanha.

Ao todo, 11 candidatos disputaram o primeiro turno, em uma das eleições presidenciais mais concorridas da história recente de Portugal. Nenhum deles, no entanto, se aproximou dos 50% necessários para vencer já na primeira rodada.

O novo presidente irá substituir Marcelo Rebelo de Sousa, que deixa o cargo após cumprir dois mandatos consecutivos de cinco anos, conforme prevê a Constituição portuguesa.