Ações preventivas reduzem em 72% os focos de incêndio em MS
Intensificação da Operação Prolepse ajudou a derrubar registros de queimadas, aponta Inpe
MEIO AMBIENTEA intensificação das ações preventivas contra queimadas ajudou Mato Grosso do Sul a registrar uma queda expressiva nos focos de incêndio florestal. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Estado passou de 8.712 focos de calor em 2024 para 2.376 em 2025, uma redução de 72,7%.
Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está o reforço da Operação Prolepse, conduzida pela Polícia Militar Ambiental (PMA), com foco em prevenção, fiscalização e orientação direta em áreas mais sensíveis, especialmente na Bacia do Rio Paraguai, que engloba regiões do Pantanal.
Somente na área atendida pelo 1º Batalhão da Polícia Militar Ambiental, o número de ações preventivas quase dobrou. Foram 534 atividades em 2025, contra 289 no ano anterior, um aumento de 84,8%. As ações incluem presença em campo, orientação a moradores e produtores rurais, fiscalização e monitoramento de áreas com maior risco de incêndios.
Embora os dados do Inpe considerem todo o território estadual, a PMA destaca que os números refletem um trabalho conjunto, que envolve também o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o Corpo de Bombeiros Militar e a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
A estratégia aposta na prevenção como principal ferramenta para evitar grandes incêndios, reduzir danos ambientais e diminuir os custos de combate ao fogo. A atuação antecipada também busca evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções, comuns em períodos de estiagem.
Com a queda nos registros, a Operação Prolepse se consolida como uma das principais frentes de prevenção ambiental no Estado, especialmente em áreas estratégicas como o Pantanal, considerado um dos biomas mais sensíveis do país.