Carolina Brígido | 16 de janeiro de 2026 - 16h55

Toffoli prorroga por 60 dias investigação da PF sobre fraudes no Banco Master

Ministro também pede manifestação da PGR e volta a interferir na condução do inquérito

POLÍTICA
Dias Toffoli autorizou a prorrogação das investigações da Polícia Federal sobre suspeitas de fraudes no Banco Master. - Foto: Nelson Jr. / SCO / STF / ABrasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) a prorrogação por mais 60 dias das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre as suspeitas de fraudes no Banco Master. Na mesma decisão, Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o caso.

Relator do inquérito no STF, o ministro tem sido alvo de críticas após uma série de decisões que interferem diretamente na condução da investigação. Nos últimos dias, Toffoli determinou que bens apreendidos durante uma operação fossem encaminhados à sede do Supremo para instruir o inquérito. Posteriormente, autorizou que a Polícia Federal realizasse perícias no material.

Outra decisão que gerou repercussão foi a determinação para que a PF alterasse o cronograma de interrogatórios, concentrando os depoimentos dos investigados em apenas dois dias, em uma sala de audiências do STF.

Inicialmente, as oitivas estavam previstas para ocorrer ao longo da última semana de janeiro e da primeira de fevereiro. Entre os investigados que seriam ouvidos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, além de outros alvos da apuração.

Essa não foi a primeira vez que Toffoli interveio diretamente na dinâmica do inquérito. Em dezembro, o ministro já havia determinado que depoimentos de investigados ocorressem na sede do Supremo. Embora não tenha participado pessoalmente das oitivas, ele encaminhou à delegada responsável uma lista de perguntas sugeridas, o que também gerou questionamentos sobre a autonomia da Polícia Federal na investigação.

Com a prorrogação do prazo, a PF ganha mais dois meses para aprofundar a apuração das suspeitas envolvendo o Banco Master, enquanto a manifestação da PGR pode influenciar os próximos passos do caso no STF.