Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi | 16 de janeiro de 2026 - 16h35

Marinho defende reforma da renda e diz que bilionários precisam pagar mais impostos

Ministro afirma que governo deve avançar em novas reformas e reforça política de valorização do salário mínimo

POLÍTICA ECONÔMICA
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu uma reforma da renda e afirmou que bilionários precisam contribuir mais para reduzir desigualdades no país. - (Foto: Imagem Ilustrativa/A Critica)

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou nesta sexta-feira (16) que o governo federal precisa avançar em novas reformas estruturais, com destaque para uma reforma da renda, voltada a aumentar a tributação sobre os mais ricos. Segundo ele, é necessário corrigir distorções para que bilionários contribuam mais com o financiamento das políticas públicas.

“Nós devemos lutar para instituir outras políticas públicas que façam diferença na vida do povo brasileiro e da classe trabalhadora. Precisamos pensar nas próximas reformas e uma delas, seguramente, é a reforma da renda no Brasil. É preciso que os bilionários passem a pagar mais do que pagam”, declarou o ministro.

Salário mínimo e política de valorização - Marinho também voltou a defender a política de valorização do salário mínimo, destacando que o objetivo do governo é aproximar o valor pago hoje do que um trabalhador efetivamente precisa para sustentar sua família.

Segundo o ministro, sem essa política, o valor atual seria significativamente menor. “Se não fosse a política de valorização do salário mínimo deste governo, ele seria de R$ 830, e não de R$ 1.621”, afirmou.

Para Marinho, o reajuste do mínimo é um instrumento central de distribuição de renda, com impacto direto no consumo, na economia e na redução das desigualdades sociais.

As declarações foram feitas durante o lançamento de uma medalha comemorativa pelos 90 anos do salário mínimo, criado em 1936. O evento ocorreu na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, e contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Também participaram da cerimônia as ministras Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

O governo avalia que o debate sobre renda, tributação e valorização do trabalho deve ganhar força ao longo do ano, especialmente no Congresso Nacional, onde propostas de reforma enfrentam resistências, mas são consideradas estratégicas pela equipe econômica.