Maria Corina diz confiar em transição democrática e afirma que será eleita presidente da Venezuela
Líder da oposição aposta em apoio dos EUA e defende desmonte do regime de Nicolás Maduro
POLÍTICA INTERNACIONALA líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado afirmou nesta sexta-feira (16) que está confiante em uma transição ordenada para eleições livres na Venezuela e declarou acreditar que será eleita presidente do país “na hora certa”. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em um think tank nos Estados Unidos.
“Há uma missão: vamos transformar a Venezuela naquela terra de graça, e acredito que serei eleita presidente da Venezuela na hora certa, a primeira mulher presidente”, disse Machado.
A opositora ressaltou que a Venezuela poderá alcançar a liberdade com o apoio dos Estados Unidos, citando diretamente o respaldo do presidente norte-americano Donald Trump. Segundo ela, ainda há avanços importantes a serem conquistados e o regime do presidente Nicolás Maduro precisa ser desmantelado.
Machado afirmou que uma eventual transição democrática deve passar pelo fechamento de centros de repressão e pela retomada das liberdades civis no país.
“Todos os centros de tortura precisam ser fechados e, certamente, devem existir garantias para que jornalistas possam se expressar, e para que aqueles que deixaram o país possam voltar, se organizar e fazer com que a vontade do povo seja respeitada”, declarou.
Nem Maria Corina Machado nem a coalizão opositora reconhecem o resultado das eleições presidenciais de julho de 2024, nas quais Maduro se proclamou reeleito. Para a líder opositora, o país atravessa um momento decisivo.
“Estamos enfrentando tempos desafiadores. Estamos preparados para fazer o que for necessário como um governo legítimo”, afirmou.
Apesar de reiterar o apoio de Donald Trump à causa venezuelana, Machado enfrenta um cenário político delicado. O presidente norte-americano tem mantido diálogo com antigos aliados de Maduro, liderados pela vice-presidente Delcy Rodríguez, para uma eventual administração temporária do país, em detrimento da oposição liderada por Machado — movimento que, segundo analistas, enfraquece a unidade opositora.
Na quinta-feira (15), Maria Corina esteve na Casa Branca, onde entregou simbolicamente a Trump sua medalha do Nobel, afirmando que o presidente dos EUA merecia a honraria como reconhecimento por seu compromisso com a liberdade do povo venezuelano.
A fala da líder opositora reforça o tom de esperança em uma mudança política, mas também evidencia os obstáculos internos e externos que ainda cercam a possibilidade de uma transição democrática na Venezuela.