Julia Queiroz | 16 de janeiro de 2026 - 18h00

Maggie Gyllenhaal reimagina clássica noiva de Frankenstein em novo filme com Jessie Buckley

Longa 'A Noiva!' estreia em março de 2026 e propõe nova perspectiva à icônica personagem, com elenco estrelado e tom de thriller

CINEMA
Jessie Buckley interpreta a nova versão da noiva de Frankenstein em filme dirigido por Maggie Gyllenhaal. - (Foto: Warner Bros./Divulgação)

Uma tatuagem vista por acaso durante uma festa foi o ponto de partida para Maggie Gyllenhaal escrever e dirigir A Noiva!, seu novo filme, que chega aos cinemas em 5 de março de 2026. Inspirado no clássico A Noiva de Frankenstein (1935), o longa propõe uma abordagem atual e provocativa sobre uma das figuras mais emblemáticas do terror.

A diretora conta que só assistiu ao filme original depois do encontro inusitado. Ao vê-lo, se impressionou com o pouco tempo de tela e as quase inexistentes falas da noiva interpretada por Elsa Lanchester. Mesmo com participação breve, a personagem se tornou um ícone da cultura pop. “Frankenstein quer alguém para amar. Mas e ela?”, questiona Maggie.

Ambientado nos anos 1930, A Noiva! não é uma refilmagem do clássico, mas uma releitura com foco na autonomia da personagem feminina. O filme é descrito como um thriller intenso, centrado nos desejos, medos e escolhas da noiva, agora interpretada por Jessie Buckley, favorita ao Oscar 2026 por Hamnet.

“Me segurei para não escrever esse papel pensando nela. Depois de terminar o roteiro, percebi que era mesmo a Jessie”, contou Maggie, que já havia dirigido a atriz em A Filha Perdida (2021).

Buckley contracena com Christian Bale, no papel do Dr. Frankenstein. “São dois atores brilhantes”, definiu a diretora. O elenco ainda traz Annette Bening, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard e Jake Gyllenhaal, irmão de Maggie. Ela revelou que só o convidou no último momento, para garantir que a parceria profissional não afetasse o relacionamento pessoal. “Foi maravilhoso, ri tanto com ele que cheguei a chorar”, disse.

Apesar da estética de época, o filme tem um tom punk, segundo a diretora, ao desafiar o olhar tradicional sobre a história. “É uma história de amor sobre uma conexão imperfeita. E se formos honestos, toda história de amor é sobre isso".