Gustavo Nicoletta | 16 de janeiro de 2026 - 10h00

INSS cria fila nacional e amplia medidas para reduzir espera por benefícios

Análises poderão ser feitas por servidores de todo o país e terão prioridade conforme o tempo de espera

ECONOMIA
INSS aposta em fila nacional e reforço de pessoal para reduzir a espera por benefícios previdenciários e assistenciais. - (Foto: INSS/Divulgação)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adotou novas medidas para tentar reduzir a fila de espera na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A principal mudança é a criação de uma fila nacional unificada, que permitirá que os pedidos sejam analisados por servidores de qualquer região do Brasil, independentemente de onde o processo foi protocolado.

A informação foi confirmada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller, em entrevista à GloboNews. Segundo ele, a nova sistemática busca dar mais agilidade e equilíbrio ao fluxo de análise dos requerimentos.

“Os benefícios serão analisados pelo tempo de espera”, afirmou Waller.

De acordo com o presidente do INSS, terão prioridade na nova fila os pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC), auxílio por incapacidade temporária e salário-maternidade. A justificativa é o impacto social desses benefícios.

“São casos em que realmente o segurado não consegue trabalhar e precisa do amparo”, explicou.

Outra medida anunciada é a autorização para que servidores façam horas extras, com o objetivo de acelerar a análise dos processos e reduzir o acúmulo de pedidos pendentes.

Waller também destacou que a contratação de 500 novos peritos médicos, efetivada em novembro, deve contribuir para a diminuição da fila de perícias, uma das etapas que mais atrasam a liberação de benefícios.

O presidente do INSS informou ainda que o sistema do Instituto ficará fora do ar por três dias em janeiro, para um processo de modernização tecnológica. Segundo ele, a atualização tornará o sistema mais confiável.

Waller reconheceu que cerca de 600 mil benefícios de prestação continuada ficaram paralisados no fim do ano passado por problemas técnicos, mesmo após a análise dos processos. A expectativa, segundo ele, é que esse atraso seja compensado ao longo de janeiro, com a normalização dos sistemas.