Iury de Oliveira | 15 de janeiro de 2026 - 14h30

Polícia prende suspeito e impõe tornozeleiras eletrônicas por violência doméstica

Três mandados são cumpridos em Campo Grande em casos de ameaças, agressões e descumprimento de medidas protetivas contra mulheres

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Seção de Investigação Geral (SIG) - (Foto: Divulgação/PCMS)

Três homens investigados por violência doméstica e familiar contra mulheres tiveram mandados judiciais cumpridos na manhã desta quinta-feira (15), em Campo Grande. A ação é da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam), e envolve um mandado de prisão preventiva e dois de monitoração eletrônica com tornozeleira.

Os mandados foram expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Campo Grande após representação da autoridade policial responsável pelas investigações. Todos os procedimentos têm como base boletins de ocorrência que relatam ameaças, agressões, condutas intimidatórias e descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Em um dos inquéritos, que resultou na prisão preventiva, o investigado é um homem de 48 anos, e a vítima, sua ex-companheira, tem 52 anos. Ele é apurado pela prática reiterada de violência doméstica, com registro de ameaças, agressões e violação de medidas protetivas concedidas pela Justiça em favor da mulher.

Os fatos ocorreram em Campo Grande, em diferentes datas ao longo de 2025, na residência da vítima e em seu entorno. Conforme os boletins de ocorrência, mesmo após a concessão das medidas protetivas, o suspeito teria mantido o comportamento agressivo e ameaçador.

A gravidade das condutas, a repetição dos episódios e o risco concreto à integridade física e psicológica da vítima fundamentaram o pedido da polícia e a decisão judicial pela prisão preventiva, considerada necessária para garantir a ordem pública e a efetividade das medidas já determinadas.

Nos outros dois procedimentos, o Judiciário autorizou a monitoração eletrônica, com uso de tornozeleira, como medida cautelar diversa da prisão. Os investigados respondem por crimes de ameaça e descumprimento de decisão judicial que concedeu medidas protetivas de urgência, previstos na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Em um dos casos, os fatos ocorreram em 10 de novembro de 2025, no bairro Residencial Terra Morena, em Campo Grande. A vítima é uma mulher de 42 anos, ex-companheira do investigado, um homem de 56 anos. De acordo com o que foi apurado, mesmo ciente das medidas protetivas em vigor, ele teria dirigido graves ameaças à vítima, incluindo menção à possibilidade de matá-la.

O procedimento também registra histórico anterior de ocorrências em contexto de violência doméstica envolvendo o mesmo casal. Diante disso, a tornozeleira eletrônica foi imposta para permitir o acompanhamento da movimentação do suspeito e fiscalizar o cumprimento das restrições impostas pela Justiça, como distância mínima da vítima e de locais determinados.

No terceiro caso, o investigado é um homem de 47 anos, acusado de condutas intimidatórias e de violar medidas protetivas de urgência em favor de uma mulher de 39 anos, também em Campo Grande. As situações ocorreram em ambiente doméstico e familiar e estão descritas em boletins de ocorrência e peças informativas anexadas aos autos.

A Polícia Civil representou pela aplicação de medida cautelar diversa da prisão, e o Judiciário determinou o uso de tornozeleira eletrônica. O objetivo é monitorar o comportamento do investigado, verificar se ele respeita as ordens judiciais e reforçar a proteção à vítima.

Todos os mandados foram cumpridos na manhã de hoje pela 1ª Deam, que é a delegacia especializada no atendimento a mulheres em situação de violência em Campo Grande. A unidade é responsável pela investigação dos crimes, pela coleta de provas e pelo encaminhamento dos procedimentos ao Poder Judiciário.