Da Redação | 15 de janeiro de 2026 - 10h30

Perícia em MS amplia atuação científica e reforça papel decisivo na Justiça

Novo coordenador destaca avanços em genética forense, integração nacional e campanhas de identificação de desaparecidos

POLÍCIA CIENTÍFICA
Entre os avanços recentes, Fermino chamou atenção para o crescimento da genética forense e para a importância da integração com outras polícias científicas do país. - (Foto: Rafael Rodrigues)

Mais do que solucionar crimes, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul atua para estabelecer a verdade dos fatos, seja para responsabilizar culpados ou inocentar quem não cometeu crimes. Essa é uma das principais missões destacadas pelo novo coordenador-geral de Perícias do Estado, Nelson Fermino Júnior.

Durante entrevista ao Giro Estadual de Notícias desta quinta-feira (15), Fermino explicou que o trabalho pericial é técnico, científico e exige rigor metodológico. “As provas são produzidas com base na ciência, respeitando a cadeia de custódia, para garantir que o resultado represente fielmente o que aconteceu”, afirmou.

Ele ressaltou que, embora exista um prazo processual para a entrega dos laudos, a complexidade de cada caso pode demandar mais tempo. “A celeridade é importante, mas nunca pode comprometer a qualidade”, destacou.

“A celeridade é importante, mas nunca pode comprometer a qualidade”, destacou o coordenador-geral - (Foto: Rafael Rodrigues)

Entre os avanços recentes, Fermino chamou atenção para o crescimento da genética forense e para a importância da integração com outras polícias científicas do país. Essa atuação em rede permite cruzamento de informações entre estados e amplia a capacidade de resolução de crimes interestaduais.

Um exemplo desse trabalho é a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, que já teve três edições e deve continuar. “Essa campanha traz dignidade e paz a famílias que vivem há anos na incerteza”, disse. O projeto cruza perfis genéticos de familiares com restos mortais não identificados, muitas vezes localizados em estados diferentes.

Para o novo coordenador, a perícia também tem um papel social relevante, ainda pouco visível ao público. “É um trabalho silencioso, mas decisivo para a Justiça”, concluiu. Confira a entrevista na íntegra: