Novo coordenador de Perícias assume em MS com foco em tecnologia, integração e combate ao crime
Com mais de 25 anos de experiência, Nelson Fermino Júnior aponta aumento da demanda e crimes mais complexos como principais desafios
SEGURANÇAA nomeação de Nelson Fermino Júnior como novo coordenadorgeral de Perícias em Mato Grosso do Sul foi oficializada na última quinta-feira (9). Natural de Bauru (SP) e com mais de 25 anos de experiência na área, ele chega à frente da Polícia Científica vinculada à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública com o compromisso de fortalecer a atuação pericial diante do crescimento da criminalidade e da complexidade dos crimes no Estado.
Em entrevista ao Giro Estadual de Notícias nesta quinta-feira (15), Nelson destacou que a sua trajetória profissional, que inclui atuação em perícias de local de crime, em laboratório e na gestão administrativa, lhe dá uma visão ampla das necessidades do sistema pericial. “O tempo de atuação é importante para conhecer as necessidades e as realidades de cada setor”, afirmou, ressaltando a importância de entender o que já foi feito e o que ainda precisa ser ampliado.
Segundo Nelson, um dos principais desafios à frente da Coordenadoria Geral de Perícias é o aumento constante da demanda por exames periciais, que tem relação direta com o desenvolvimento econômico do Estado, a migração de pessoas e o papel de Mato Grosso do Sul como rota estratégica de circulação de mercadorias, como na rota bioceânica.
Esse cenário, junto com as fronteiras com Paraguai e Bolívia, exige não apenas mais capacidade operacional, mas também maior integração entre as forças de segurança públicas. “A Secretaria tem se planejado e integrado todas as forças de segurança, Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal, para oferecer resultados significativos”, explicou Nelson.
O coordenador também ressaltou os investimentos em tecnologia, com a aquisição de equipamentos avançados que acompanham a evolução da criminalidade. “A Polícia Científica tem se destacado por seu aparato tecnológico, que vem sendo ampliado para atender à complexidade das ações criminais”, disse.
Intercâmbio e cooperação nacional - Outro ponto enfatizado pelo coordenador foi a necessidade de atuação em rede, com o intercâmbio de informações entre diferentes polícias científicas do país, incluindo a Polícia Federal. Nelson exemplificou com áreas como genética forense, balística e identificação papilar, em que essa cooperação é fundamental para esclarecer crimes que podem envolver múltiplos estados e até conexões internacionais.
“A criminalidade hoje ocorre em todos os estados, e é importante que a Polícia Científica consiga fazer essa troca de informações entre os estados e com a Polícia Federal para trazer soluções para a Polícia Civil e para o Judiciário”, comentou.
Pensando na interiorização dos serviços, o coordenador explicou que Mato Grosso do Sul conta com 14 unidades regionais no interior, além da sede em Campo Grande. Essas unidades atendem municípios do entorno e reduzem a distância entre a população que precisa do serviço pericial e as unidades que realizam exames. “Estamos buscando melhorar e diversificar o atendimento, deixandoo mais próximo de quem precisa”, afirmou.
Nelson também falou sobre a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, que já teve três edições e vem trazendo resultados importantes. A iniciativa, coordenada em colaboração com institutos de medicina legal e polícias civis, busca cruzar perfis genéticos para identificar restos mortais não reconhecidos, dando assim alento a famílias afetadas há anos por casos de desaparecimento. Confira a entrevista na íntegra: